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CoronaVac servirá para imunizar, mas com eficácia abaixo dos 60%

Redação Notícias
·2 minuto de leitura
Sao Paulo Governor Joao Doria holds a package of the CoronaVac vaccine during a press conference at Butantan's headquarters in Sao Paulo, Brazil, on January 7, 2021. - The Butantan Institute announced today that the effectiveness of the CoronaVac vaccine, developed in partnership with the Chinese laboratory Sinovac, is 78% against COVID-19, and that it has already initiated the request for emergency use of the immunizer by ANVISA (National Health Surveillance Agency). (Photo by NELSON ALMEIDA / AFP) (Photo by NELSON ALMEIDA/AFP via Getty Images)
No anúncio, o governo de João Doria havia declarado uma eficácia de 78% nos casos leves. (Foto: NELSON ALMEIDA/AFP via Getty Images)

A taxa de eficácia geral da CoronaVac, vacina contra Covid-19 desenvolvida pelo Instituto Butantan em parceria com a farmacêutica chinesa Sinovac Biotech, ficou abaixo dos 60%, de acordo com informações do portal UOL.

O patamar atingido, no entanto, está acima dos 50% mínimo determinado pela Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) para aprovação em caráter emergencial.

Dados do estudo do Butantan, que será apresentado oficialmente na terça-feira (12), mostram que o imunizante é eficaz para atingir a imunidade coletiva e está dentro dos padrões da OMS (Organização Mundial da Saúde).

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Pesquisadores ouvidos pelo UOL afirmaram que a CoronaVac funcionará para criação de anticorpos contra o novo coronavírus e, quem for imunizado e porventura vier a se contaminar, terá apenas sintomas leves e que poderão ser tratados com medicação leve.

Na semana passada, o governo João Doria (PSDB) anunciou que a CoronaVac apresentou 78% de eficácia nos testes realizados no país. O patamar, no entanto, corresponde à eficácia para prevenir casos leves e de hospitalizações.

O número completo — que envolve os voluntários infectados, mas que não precisaram de assistência médica — não havia sido revelado até agora.

A vacina também atingiu a eficácia de 100% contra as formas graves, moderadas ou internações pela Covid-19. Ou seja, daqueles voluntários imunizados e que mesmo assim tiveram a doença, nenhum deles desenvolveu quadros graves, moderados ou precisaram de hospitalizações.

Outro dado importante no estudo é de que a CoronaVac garantiu proteção total contra mortes nos voluntários vacinados que pegaram a Covid-19. Dos voluntários que receberam as doses do imunizante e que mesmo assim desenvolveram a doença, nenhum morreu.

USO EMERGENCIAL DA CORONAVAC

A Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) recebeu, na sexta-feira (8), o pedido do Butantan para uso emergencial da CoronaVac. A contar do dia 8, a agência terá um prazo de até 10 dias para analisar todos os documentos enviados pelo Butantan dos estudos da fase 3 dos testes da vacina no país.

Esta foi a primeira vacina contra Covid-19 a ter solicitado qualquer registro — seja emergencial ou definitivo — junto à Anvisa.

No mesmo dia, a Fiocruz (Fundação Oswaldo Cruz) enviou um pedido para uso emergencial da vacina desenvolvida pela Oxford em parceria com a AstraZeneca.

Entretanto, no sábado (9), a agência enviou oficio ao Butantan pedindo a apresentação de informações complementares, após concluir triagem inicial de documentação apresentada na véspera.

Já documentação apresentada pela Fiocruz, para autorização de uso emergencial da vacina da AstraZeneca-Oxford, foi aprovada pela Anvisa.