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Corintiano que ficou 106 dias preso na Bolívia está entre suspeitos de incendiar Borba Gato

·3 minuto de leitura
***ARQUIVO***SÃO PAULO, SP, 26.07.2021 - Funcionários fazem limpezas da estátua de Borba Gato, localizada em São Paulo, que foi incendiada por manifestantes. (Foto: Eduardo Anizelli/Folhapress)
***ARQUIVO***SÃO PAULO, SP, 26.07.2021 - Funcionários fazem limpezas da estátua de Borba Gato, localizada em São Paulo, que foi incendiada por manifestantes. (Foto: Eduardo Anizelli/Folhapress)

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - O motorista Danilo Silva de Oliveira, 36, é apontado pela Polícia Civil de São Paulo como membro do grupo que, no dia 24 de julho (sábado), ateou fogo na estátua do Borba Gato, na zona sul da capital paulista. Ele se apresentou de forma espontâea no dia 28, quarta-feira, e admitiu ter participado do ato de vandalismo.

Oliveira chegou ao distrito policial junto com Paulo Roberto da Silva Lima, o Galo, prestou depoimento e terminou liberado na sequência, mas foi indiciado e deve responder a processo judicial. Lima acabou preso provisoriamente, o que foi considerado ilegal por advogados ouvidos pelo jornal Folha de S.Paulo.

Conhecido como Biu, Oliveira já esteve preso por mais de cem dias em Oruro, na Bolívia. Ele e outros 11 corintianos foram apontados como responsáveis pela morte de Kevin Espada, 14, torcedor do San José atingido no rosto por um sinalizador durante partida da Taça Libertadores de 2013.

Dias depois, quando já estava no Brasil, um outro torcedor do Corinthians, Helder Alves Martins, então com 17 anos, assumiu ter lançado o sinalizador. Após impasses judiciais, nenhum deles foi punido pelo episódio.

Oliveira, que no momento da morte de Espada nem estava dentro do estádio, foi solto junto com outros seis corintianos após 106 dias de cárcere. Os demais esperaram mais dois meses para voltar ao Brasil.

De maneira informal, ele mencionou o caso em seu depoimento sobre o incêndio da estátua do Borba Gato. Oliveira falou sobre seu período de cárcere na Bolívia e o sofrimento que enfrentou por lá. Disse, inclusive, ter passado muita forme na prisão.

A respeito da ação em São Paulo, ele disse aos policiais que participou do ataque ao monumento, mas apenas ajudando no transporte dos pneus que foram usados para provocar o fogo.

"A ideia inicial era apenas fechar a rua com pneus e atear fogo. Algumas pessoas se empolgaram e resolveram colocar fogo na estátua", disse Oliveira, conforme depoimento.

Ele afirmou que não jogou gasolina nem ateou fogo.

Assim como Galo, Oliveira afirmou não ter interesse em atacar outros monumentos de personagens considerados controversos, como Borba Gato, porque, ainda repetindo o colega, a intenção era "abrir o debate".

Para integrantes da Polícia Civil ouvidos pela reportagem, Lima e Oliveira podem ser condenados de 3 anos a 18 anos, por incêndio, associação criminosa e adulteração das placas do veículo utilizado na ação.

Ainda segundo os policiais, embora não tenha havido violência no incêndio, os vândalos colocaram as pessoas que passavam pela avenida em risco, porque a estátua corria o risco de desabar sobre um veículo e porque o fogo ocorreu ao lado de um posto de combustível.

Os policiais dizem que não se trata de uma questão política, mas de uma investigação criminal.

Os advogados do grupo recorrem ao STJ (Superior Tribunal de Justiça) da decisão do Tribunal de Justiça de São Paulo de manter Lima preso. Ele teve a prisão temporária de cinco dias prorrogada pelo mesmo período. A mulher de Galo, a costureira Géssica, foi solta por determinação da Justiça, a pedido da defesa.

Para Jacob Filho, um dos defensores, o fato de Lima ter se apresentado espontaneamente à policia esvaziou a necessidade da prisão temporária. "Essa prisão é uma forma de tortura. Na medida que você prende alguém com objetivo de que a pessoa delate os demais participantes, é uma forma de torturar o indivíduo e não encontra respaldo jurídico", disse Jacob Filho.

O advogado disse ainda que Oliveira teme voltar à prisão por conta do incêndio a Borba Gato. "Todos estão de cabeça erguida, mas como medo de serem presos e virarem presos políticos", disse.

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