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Corinthians sofre sua pior derrota na Neo Química Arena e desempenho no estádio é o pior desde a inauguração

Alexandre Guariglia
·4 minuto de leitura


A goleada por 5 a 1 sofrida para o Flamengo, no último domingo, foi impactante em diversos aspectos para o Corinthians, entre eles nos números da Neo Química Arena que, mesmo sem torcedores, viu uma derrota acontecer com números inéditos desde a sua inauguração, em 2014. Além disso, foi um placar que contribuiu para uma queda ainda maior no aproveitamento anual corintiano no estádio, que é o pior da história neste momento da temporada.

Antes de ser atropelado pelo Rubro-Negro dentro de sua casa, em Itaquera, o Timão nunca havia levado mais de três gols em uma de suas 25 derrotas no estádio. O máximo de tentos que o time do Parque São Jorge havia levado em um mesmo jogo, até então, havia sido três, justamente diante do Flamengo, em outubro de 2018, pelo Brasileirão. Foi um 3 a 0 também bastante marcante.

Portanto, quando a equipe carioca marcou seu quarto gol na Neo Química Arena, uma marca já havia sido quebrada e o quinto tento só ampliou um fato inédito na história do estádio. Mas isso só se somou a uma série de números negativos neste ano atípico para o Corinthians em sua arena. Os resultados negativos e os tropeços não são exceções como em temporadas anteriores.

Pela primeira vez em seis anos, o Timão soma mais empates e derrotas do que vitórias em uma temporada em Itaquera. São dez tropeços e sete vitórias até este momento. Em 2019 os números ficaram equilibrados, com 19 vitórias e 19 partidas sem vencer. Nos outros anos o número de triunfos sempre superou a soma dos outros resultados. Em 2014, 2015 e 2016, foram dez ou menos partidas que não terminaram com vitória corintiana. Marca que 2020 já atingiu.

Em termos de aproveitamento, 2020 é o pior ano desde a inauguração da Neo Química Arena, em 2014. Até aqui são 17 jogos, sete vitórias, sete empates e três derrotas, o que resulta em apenas 54,9% dos pontos disputados. Em 2019, que havia registrado o pior desempenho anual do Alvinegro, o índice foi de 61,4% após 38 jogos na temporada, 19 vitórias, 13 empates e seis derrotas.

A tendência de queda pode ser notada em anos anteriores, principalmente pegando a partir de 2015, a primeira temporada completa do time atuando no estádio. Naquela temporada brilhante, o Corinthians teve 80% de aproveitamento, no ano seguinte caiu para 78,43%, depois despencou para 69,61% em 2017, 62,86 em 2018, até chegar nos números de 2019 e 2020.

Mas a má fase não para por aí. No quesito gols sofridos o impacto tem sido grande, também. Assim como outras marcas inéditas já citadas por aqui, é a primeira vez em que a média bolas na rede do Timão supera a marca de uma por jogo. O índice anual máximo atingido desde a inauguração foi de 0,78, em 2014. O atual está na casa de 1,12 por jogo, muito por conta da goleada para o Flamengo, no último domingo. Sem ela, a média estaria em 0,88 por partida.

Nesse ritmo, 2020 deve alcançar mais uma marca negativa em breve, já que faltam nove gols para igualar o número de tentos sofridos pelo Corinthians em 2019, quando foi batido o recorde negativo do quesito. Foram 28 bolas na rede do Alvinegro ao longo da temporada passada, enquanto até aqui, neste ano, foram 19, mas ainda restam, pelo menos, 12 jogos a serem realizados. Se mantiver a média de mais de um gol por jogo, a marca será superada.

Confira o aproveitamento da Neo Química Arena ano a ano:

2014 - 18 jogos/12 vitórias/5 empates/1 derrota/75,93%
2015 - 35 jogos/26 vitórias/6 empates/3 derrotas/80%
2016 - 34 jogos/24 vitórias/8 empates/2 derrotas/78,43%
2017 - 34 jogos/20 vitórias/11 empates/3 derrotas/69,61%
2018 - 35 jogos/19 vitórias/9 empates/7 derrotas/62,86%
2019 - 38 jogos/19 vitórias/13 empates/6 derrotas/61,40%
2020 - 17 jogos/7 vitórias/7 empates/3 derrotas/54,9%
GERAL - 211 jogos/127 vitórias/59 empates/25 derrotas/69,5%

Média de gols sofridos da Neo Química Arena ano a ano:

2014 - 0,78 gol sofrido por jogo (14 gols em 18 jogos)
2015 - 0,60 gol sofrido por jogo (21 gols em 35 jogos)
2016 - 0,50 gol sofrido por jogo (17 gols em 34 jogos)
2017 - 0,71 gol sofrido por jogo (24 gols em 34 jogos)
2018 - 0,71 gol sofrido por jogo (25 gols em 35 jogos)
2019 - 0,74 gol sofrido por jogo (28 gols em 38 jogos)
2020 - 1,12 gol sofrido por jogo (19 gols em 17 jogos)
GERAL - 0,70 gol sofrido por jogo (148 gols em 211 jogos)