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Mancini é um bom nome, mas diretoria corintiana precisa ajudá-lo e respaldá-lo

Alexandre Praetzel
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Vagner Mancini está chegando ao Corinthians. Foto: Allan Carvalho/AGIF
Vagner Mancini está chegando ao Corinthians. Foto: Allan Carvalho/AGIF

Vagner Mancini está chegando para ser o novo técnico do Corinthians, depois que o time entrou na zona de rebaixamento da Série A do Brasileiro, após a derrota de 2 a 1 para o Ceará. A chegada de Mancini me parece correta pelo fato dele estar fazendo um bom trabalho no Atlético-GO. No entanto, Mancini não irá resolver nada sozinho numa gestão em final de mandato, acomodada nos resultados recentes da década e envolvida na eleição presidencial, em dezembro.

Hoje o Corinthians tem Andrés Sanchez acumulando futebol e política e esperando que o seu escolhido, Duílio Monteiro Alves, vença a eleição. Óbvio que o futebol ficou para trás. Depois de ver o vestiário engolir Tiago Nunes, Sanchez preferiu apostar novamente em Coelho, acreditando na “parceria” entre funcionário e boleiros. Bastaram três jogos para ver que o time não engrenava, sem padrão de jogo e escolhas de um profissional mais afeito a amizades do que a realidade necessária. Isso associado ao estilo de Coelho, arrogante e sem aceitar observações, questões e críticas. Sete partidas depois, não se viu nada de novo e o Corinthians entrou no Z4.

Agora, Sanchez cobra os atletas, como se isso não deveria ter sido feito, anteriormente. Um elenco com muitos ganhadores de títulos precisa estar sempre com a corda esticada para manter o time em alta. E isso passa pelo comando do futebol.

Mancini vai ajeitar a equipe e o Corinthians vai melhorar. O elenco não é uma grande maravilha, mas também não é ruim. O detalhe é como Mancini irá ser respaldado para bater de frente com tanta letargia. Se não mudar a postura, o Corinthians irá sofrer até o final, num provável epílogo de uma gestão temerária, sem deixar saudades.