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Vagner Mancini no Corinthians

Mauro Beting
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Vagner Mancini - Buda Mendes/Getty Images
Vagner Mancini - Buda Mendes/Getty Images

Mais uma derrota tão pavorosa quanto a atuação corintiana contra um Ceará com um a menos em campo (mas parecendo ter 10 a mais) na capital cearense acabou na conta do interino-quase-efetivado-enfim-afastado Coelho.

Culpa dele? Claro que não. Era o treinador ideal para o momento terrível quanto o futebolixo apresentado? Muito provável que não. Como também não parece ser Vagner Mancini, ex-Atlético Goianiense, onde vinha fazendo bom trabalho para tão pouco elenco e investimento e tempo.

Não que não seja bom treinador - é. Não que não tenha condições de levantar a poeira, a bola e os pontos necessários - tem. Mas se o elenco não o ajudar como parece querer se prejudicar, fica dificil. E mais difícil ainda com aquele áudio vazado de 2017, quando com o Vitória acabou com a invencibilidade alvinegra em Itaquera na campanha do hepta brasileiro.

Mas a questão é menor (por mais que possa ser impactante em momentos conturbados como este). O que é mister (leia com acento agudo na letra E) é que cada um do seu elenco dê mais, se doe mais, não se doa tanto com cobranças, e não precise de um mister (leia com um E como se tivesse acento circunflexo) para resolver tudo que os atletas lá dentro não conseguem. E que a direção aqui fora não tem (como eu...) a menor ideia de como resolver.

Eu não sei qual seria o treinador ideal para o momento longe dele e da capacidade real desse elenco. Estou parecendo a cartolagem não só do Corinthians. A do Brasil em seu pior momento técnico. E não só por responsa de nossos técnicos. Também pelos intérpretes e executores das ideias deles. Quando eles têm.