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Coreia do Norte roubou mais de R$ 1,7 bilhão em ataques cibernéticos, diz ONU

Felipe Ribeiro
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O Organização das Nações Unidas (ONU) está investigando a Coreia do Norte acerca de um crime bilionário. De acordo com relatório preliminar da entidade, o país asiático teria roubado R$ 1,7 bilhão em criptomoedas para financiar seus programas nucleares, de modo a driblar as sanções econômicas globais.

Esses valores teriam sido roubados de uma corretora de criptomoedas chamada KuCoin, que tem sede em Seychelles, na África. Mesmo sem a ONU ter revelado a origem desse dinheiro, os relatórios indicam não apenas o alvo, mas também a quantia exata. Em 2020, essa corretora teve ceifada a quantia de US$ 281 milhões (R$ 1,5 bilhão, na cotação da época) em setembro e mais US$ 23 milhões (R$ 123,7 milhões) em outubro, além de outros de menor valor que, quando somados, dariam US$ 316,4 milhões (R$ 1,7 bilhão)

Esse caso com a KuCoin não é isolado. Segundo a ONU, a Coreia do Norte também efetuou ataques hackers em 2019 que renderam a quantia de R$ 2 bilhões. Os alvos, além de corretoras de criptomoedas, eram bancos e demais instituições financeiras.

KuCoin recuperou

Segundo reportagem da Folha de S.Paulo, a KuCoin informou que conseguiu recuperar mais de 80% dos valores roubados pelo regime de Kim Jong-un graças a um trabalho de segurança bem elaborado que congelou seus fundos enquanto os criminosos trafegavam pelos sistemas. De acordo com especialistas, esses hackers utilizam um método de transações descentralizadas, o que teria facilitado a interceptação.

O presidente-executivo da empresa, Johnny Liu, disse que as identidades dos hackers já eram conhecidas, mas que não poderia revelá-las por conta de um acordo com as autoridades. Tão logo o caso seja encerrado, a empresa promete que levará tudo a público.

Fonte: Canaltech

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