Coreia irá monitorar impactos das medidas do Japão

O presidente do Banco da Coreia (BoK), Kim Choong-soo, disse neste domingo que o banco central vai monitorar de perto os impactos da política de estímulo do Japão sobre a economia da Coreia. Ele disse ainda que espera que o governo japonês não tente deliberadamente enfraquecer o iene, seguindo o compromisso do G-20 de se abster de tais táticas.

Em uma entrevista ao final dos dois dias de encontro dos ministros das Finanças e dos presidentes dos bancos centrais das 20 principais economias do mundo, em Moscou, Kim disse que está aliviado após membros do grupo concordarem que as políticas monetárias devam ser direcionadas para manter a inflação estável e não visando a taxas de câmbio, e que a devida atenção deva ser dada até mesmo para os efeitos não intencionais dessas políticas.

Mas ele também enfatizou que enquanto existem passos que a Coreia poderia tomar para se proteger do impacto dos fluxos de capital, não há muito que cada país possa fazer sozinho. O mundo precisa reforçar as redes de segurança financeira em nível nacional, regional e internacional, se o objetivo é permitir o vital reequilíbrio global, disse ele.

"Vamos ficar de olho no impacto da política de estímulo do Japão e eu espero que uma determinada variação da taxa de câmbio não seja o alvo", disse Kim ao The Wall Street Journal neste domingo.

Desde que chegou ao poder com uma vitória eleitoral esmagadora em dezembro, o primeiro-ministro japonês, Shinzo Abe, e outros altos funcionários do país destacaram a necessidade de medidas para enfraquecer o iene como uma forma de impulsionar a economia do país, embora tenham já atenuada tal retórica.

Autoridades da Coreia do Sul, cujo exportadores competem de perto com companhias japonesas, haviam pressionado por conversas sobre o iene no G-20, como parte de uma discussão planejada sobre os efeitos da flexibilização da política monetária global.

A Coreia do Sul tem tomado uma série de medidas para acalmar os fluxos de capital para dentro e fora de sua economia. Já limitou as posições dos bancos em contratos a termo, taxou o investimento estrangeiro em títulos locais e impôs uma taxa sobre as dívidas dos bancos no exterior. Além disso, está preparando um novo pacote de medidas contra o capital de curtíssimo prazo para ajudar a reduzir a volatilidade da sua moeda. As informações são da Dow Jones.

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