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Core i3, i5, i7 ou i9: qual é a diferença entre eles?

As famílias de processadores Intel Core i3, i5 e i7 já estão no mercado há mais de 10 anos. A Intel criou essas linhas de chips para direcionar seus produtos de forma mais segmentada, facilitando a adoção por parte dos usuários finais e corporativos. Já os Core i9 foram introduzidos somente em 2017, como opção para usuários entusiastas, e também para profissionais com foco na criação de conteúdo.

Mesmo assim, muitos usuários ainda sentem dificuldade na hora de escolher um computador ou notebook por não saberem qual processador vai atender melhor às suas necessidades. Mas o objetivo deste artigo é justamente clarificar essa situação.

Era Pentium

Há alguns anos, a tarefa de escolher um processador era muito mais fácil, até mesmo para leigos. Naquela época, os processadores recebiam um nome com base em sua geração, e o número que indicava sua hierarquia na nova série era baseado em sua frequência (ou clock), o que determinava seu desempenho para todo tipo de tarefa.

Falando especificamente da Intel, tínhamos os chips Pentium, Pentium II, Pentium III e Pentium 4. Todas essas séries contavam com modelos cuja identificação comercial era baseada em seu clock.

Por exemplo, era fácil para qualquer pessoa identificar que um Pentium III era mais rápido que um Pentium II, porque a nova geração disponibilizava chips com frequências mais altas que a anterior. Da mesma forma, era óbvio que um Pentium II 233 era mais rápido que um Pentium II 200, pois eram 233 MHz contra 200 MHz.

No início dos anos 2000, as arquiteturas dos processadores começaram a ficar mais complexas, o que dificultava categorizar os produtos com base apenas em sua geração e frequência.

Por isso, a Intel sentiu necessidade de criar linhas específicas de processadores, cada uma delas bem segmentada, e contando com modelos que atendem a determinados perfis de usuários. Neste artigo, eu explico as diferenças de nomenclatura entre os Intel Core i3, i5, i7 e i9, como identificar a geração de cada chip, e para qual segmento as famílias de chips são indicadas.

Diferenças entre os processadores Core i3, i5, i7 e i9

Após a popularização dos computadores e da criação de processadores que não podiam mais ser categorizados com base apenas em sua frequência, houve-se uma necessidade de criar categorias de produtos voltados para determinados segmentos de usuários.

As principais famílias de processadores Intel: Core i3, i5, i7 e i9. (Imagem: Intel/Divulgação)
As principais famílias de processadores Intel: Core i3, i5, i7 e i9. (Imagem: Intel/Divulgação)

Por isso, a Intel lançou as famílias de chips Core i3, i5, i7 e i9. De maneira simplificada, podemos definir essas séries da seguinte forma:

  • Intel Core i3 - Processadores para uso básico, como navegar na internet, estudar, acessar redes sociais, e trabalhar com programas simples, como processadores de texto, entre outros;

  • Core i5 - Processadores intermediários, que entregam desempenho superior para tarefas do dia a dia, assim como podem suprir as necessidades de profissionais com foco em multitarefa, ou até mesmo os fãs de jogos, desde que eles não pretendam fazer um investimento muito alto;

  • Core i7 - Processadores topos de linha, ideais para tarefas pesadas, como edição de imagens e vídeos, além de jogos que demandam alto processamento ou sejam melhor aproveitados com alta geração de quadros por segundo;

  • Core i9 - Posteriormente, a Intel viu a necessidade de anunciar a linha Core i9, que oferece ainda mais poder de processamento, seja para estações de trabalho ou usuários entusiastas. Esses chips oferecem a mais alta performance para todo tipo de tarefa, incluindo jogos.


Diferenças entre os processadores Intel quanto à nomenclatura

Mesmo com as famílias de processadores bem segmentadas, temos novos lançamentos de gerações de tempos em tempos, o que faz com que modelos de gerações diferentes coexistam no mercado.

Às vezes, é bem complicado sabermos qual o melhor modelo de processador para nossa utilização, já que há várias categorias de chips, e cada categoria ainda conta com diversos modelos. Para piorar, o mercado pode estar inundado com modelos de diferentes gerações de produtos, sejam eles novos ou usados.

A nomenclarura dos chips Intel Core indica a família, e geração e a categoria do chip, além de finromar sobre outras características. (Imagem: Intel/Divulgação)
A nomenclarura dos chips Intel Core indica a família, e geração e a categoria do chip, além de finromar sobre outras características. (Imagem: Intel/Divulgação)

Por isso, precisamos entender a nomenclatura dos chips Intel, e como utilizá-la para nos orientarmos sobre as melhores opções de chips que poderão nos atender. Uma forma fácil de situarmos o processador com relação ao seu desempenho é identificando o seu segmento ou família (i3, i5, i7 ou i9) e sua geração (10ª, 11ª, 12ª, 13ª, etc.). Vejamos os exemplos:

  • Core i3-10100 - Chip básico de 10ª geração, lançado em 2020;

  • Core i5-11400 - Chip intermediário de 11ª geração, lançado em 2021;

  • Core i7-12700K - Chip de alto desempenho de 12ª geração, lançado no final de 2021;

  • Core i9-13900K - Chip para entusiastas de 13ª geração, lançado no final de 2022.

Como podemos perceber, nos chips citados acima, os dois primeiros dígitos indicam a geração do modelo. Antes da 10ª, apenas o primeiro algarismo servia para essa designação. Seguindo a numeração, logo após vêm os dígitos que categorizam o processador dentro do mesmo segmento.

Por exemplo, temos os chips Core i5-12400F e Core i5-12600K. Ambos são intermediários de 12ª geração, voltados para gamers. No entanto, os números 400 e 600 servem como uma subcategorização dentro de seu segmento: o 12400F tem 6 núcleos e 12 threads, enquanto que o 12600K possui 10 núcleos e 16 threads.

A família Core i9 é ideal para entusistas. (Imagem: Intel/Divulgação)
A família Core i9 é ideal para entusistas. (Imagem: Intel/Divulgação)

O que significam as letras (sufixos) no final de cada modelo?

Além das famílias de chips Intel Core, a companhia também utiliza sufixo em alguns modelos, que indicam que o processador possui características específicas.

Veja o significado de cada letra adicionada ao final de cada modelo de processador de acordo com o segmento.

Processadores desktop

  • Sem sufixo - Os chips sem sufixo são os mais convencionais. Eles possuem gráficos integrados e não são desbloqueados para overclocking;

  • K - O sufixo K indica que o processador é desbloqueado para overclocking e conta com gráficos integrados;

  • F - O sufixo F indica que o chip não possui gráficos integrados. Esses modelos necessitam de uma placa de vídeo dedicada para que o PC funcione corretamente;

  • KF - Chip desbloqueado para overclocking e sem gráficos integrados;

  • KS - O sufixo KS indica que o processador é uma variante melhorada dos chips “K”, suportando uma frequência superior em todos os núcleos.

Processadores para notebooks (11ª geração e modelos anteriores)

  • G1-G7 - Processadores com gráficos integrados. O sufixo se refere ao nível de desempenho do vídeo integrado;

  • H - Chips de alto desempenho otimizados para dispositivos móveis;

  • HK - Chips de alto desempenho e desbloqueados para overclocking, otimizados para dispositivos móveis;

  • HQ - Chips de alto desempenho otimizados para dispositivos móveis e com quatro núcleos;

  • U - Chips otimizados para economia de energia em dispositivos móveis;

  • Y - Chips otimizados para ultra economia de energia em dispositivos móveis.

Processadores para notebooks (12ª geração)

  • Série HX - Processadores móveis de altíssimo desempenho, indicados para estações de trabalho;

  • Série H - Processadores de alto desempenho, voltados para profissionais e fãs de jogos pesados. Essa série também disponibiliza modelos com sufixo HK, que são desbloqueados para overclocking;

  • Série P - Processadores com desempenho intermediário, voltados para profissionais e usuários em geral que precisam de boa performance em dispositivos móveis leves e compactos;

  • Série U - Processadores com desempenho otimizado para dispositivos móveis ultrafinos e com refrigeração passiva, ou seja, sem ventoinhas.

Como escolher um processador?

Seria muito fácil se pudéssemos nos basear somente na geração ou família de um processador para determinar seu desempenho.

Contudo, há diversas características que influenciam na performance dos chips. Os mais antigos eram mais simples. Basicamente, tínhamos a quantidade de instruções que o chip pode executar por ciclo, a frequência (em Megahertz ou Gigahertz), que seria a quantidade de ciclos calculados em um segundo, e a memória cache, que é uma memória extremamente rápida, onde o processador guarda informações de acesso contínuo.

Hoje, as arquiteturas dos processadores estão muito mais complexas. E a partir das 12ª geração de chips Intel Core, a empresa ainda introduziu uma nova abordagem de núcleos, que se dividem em P-Cores (alto desempenho) e E-Cores (alta eficiência energética), que promovem um funcionamento parecido com o que temos nos chipsets para smartphones e tablets.

Particularidades à parte, vamos observar algumas das principais características que influenciam no desempenho de um processador Intel Core.

  • Núcleos e threads - Geralmente, quanto mais núcleos e threads um chip tiver, mais poderoso ele será. Houve um tempo em que essa afirmação era “relativa”, já que os fabricantes criavam processadores com menos núcleos e threads, porém que conseguiam entregar maior desempenho por núcleo, o que acaba impactando positivamente em muitos programas e jogos. Atualmente, os processadores mais recentes estão mantendo um bom nível de desempenho por núcleo mesmo nos modelos que possuem mais núcleos e threads, o que evita esse desnível de performance com determinado software;

  • Cache - A memória cache é uma memória de altíssimo desempenho que fica embutida no chip, e serve para armazenar informações de acesso contínuo. Isso agiliza bastante as tarefas do processador. Por isso, quanto mais cache, melhor;

  • Frequência (clock) - Hoje, quase todos os modelos de processadores possuem dois tipos de clock, o base e o turbo. O clock base é a frequência padrão que o chip atinge quando todos os núcleos e threads estão em pleno uso. Já o clock turbo é a frequência máxima que um ou dois núcleos podem atingir em situações específicas, quando os outros núcleos estão ociosos. Software e jogos antigos, não otimizados para multinúcleos, tiram proveito do clock turbo;

  • Vídeo integrado - Se você só vai usar o computador para tarefas básicas, como navegar na internet, acessar acessar redes sociais, ver vídeos via streaming e usar aplicativos de escritório, provavelmente não vai precisar de uma placa de vídeo dedicada. Neste caso, adquirir um chip que tenha gráficos integrados pode ser uma opção mais econômica.

Lista dos alguns dos principais modelos de chips Intel Core de 12ª geração, para desktops. (Imagem: Intel/Divulgação)
Lista dos alguns dos principais modelos de chips Intel Core de 12ª geração, para desktops. (Imagem: Intel/Divulgação)

Core i3, i5, i7 ou i9: qual o melhor processador da Intel para seu uso?

Se mesmo checando as especificações principais de um processador, ainda não ficar claro qual é a melhor opção para suprir suas necessidades, tenha em mente que os chips de gerações mais atuais são mais eficientes.

Se estivermos falando de processadores para desktop, isso significa que é possível que um Core i5 de 12ª geração entregue desempenho superior, dependendo da tarefa, que um Core i7 de 11ª geração. Por isso, é importante que você saiba ao menos a geração do chip, ou em que ano ele foi lançado.

Não vale a pena investir em um modelo Core i7 lançado há sete anos, quando um Core i5 de 2022 é muito mais rápido e eficiente.

Já para notebooks, essa diferença da geração entre os chips é ainda mais importante porque está relacionada, não apenas com o desempenho, mas também com eficiência energética. Isso é o que determina o quanto você poderá usar seu notebook sem precisar se preocupar em conectá-lo na tomada várias vezes por dia.

Outro ponto importante é que chips mais recentes trazem gráficos integrados mais potentes, que podem até servir para rodar jogos casualmente ou editar vídeos e imagens.

Fora a geração do processador, vale a pena ficar de olho nos sufixos do número do modelo. Dessa forma, você poderá identificar com mais facilidade algumas particularidades dos chips, ou, no caso dos modelos móveis, para qual segmento ele é indicado.

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Fonte: Canaltech

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