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"Coração" da Via Láctea pode ser sido gerado com uma explosão de estrelas

Danielle Cassita
·2 minuto de leitura

Assim como outras galáxias espirais, a Via Láctea tem uma formação esférica e densa de estrelas em seu centro. Essa região, que é conhecida como bojo, tem raio de cerca de 10 mil anos-luz. Agora, novos estudos feitos com a Dark Energy Camera (DECam) do NOIRLab analisaram a composição das estrelas da região, e sugerem que uma única explosão da formação de estrelas a criou há 10 bilhões de anos.

Apesar de termos um bom conhecimento sobre a formação da nossa galáxia, o centro dela segue sendo um mistério; entretanto, o estudo pode ter nos deixado mais perto de entender a origem do bojo: os astrônomos analisaram uma amostra com cerca de 70 mil estrelas no coração da nossa galáxia, com foco na luz ultravioleta para analisar a composição delas em uma área que chega a ter mil vezes o tamanho de uma Lua cheia. Depois, os dados foram hospedados e dispostos para a comunidade pelo programa Community Science and Data Center (CSDC), que processou mais de 7 mil exposições e comprimiu mais de 3,5 trilhões de pixels. A imagem processada e colorida de uma parte dos dados foi disponibilizada, e você pode explorá-la com zoom clicando aqui.

Para entender a idade das estrelas ali, eles analisaram o brilho em diferentes comprimentos de ondas para determinar a metalicidade delas, ou seja, a abundância dos elementos mais pesados que hidrogênio e hélio. Se uma população de estrelas tem metalicidade semelhante, elas provavelmente têm a mesma idade e foram formadas a partir do mesmo material, mas, curiosamente, as estrelas do bojo parecem ser mais jovens do que realmente são e têm quase a mesma quantidade de metal que o Sol.

O problema nisso é que o Sol tem apenas 4,5 bilhões de anos de idade, enquanto as estrelas do bojo são mais antigas e, para Michael Rich, co-investigador, deve ter acontecido algo diferente por lá que teria formado metais nos primeiros 500 milhões de anos da região. Assim, o estudo mostrou que como as estrelas dentro de mil anos-luz do centro da galáxia têm metalicidade parecida, elas devem ter se formado em um só episódio: uma tempestade de nascimento de estrelas que ocorreu há 10 bilhões de anos.

Christian Johnson, o principal autor de um dos artigos que pontua os resultados obtidos, explica que muitas outras galáxias espirais são parecidas com a Via Láctea e têm bojos similares. “Então, se entendermos como a Via Láctea formou o seu, vamos ter uma boa ideia de como as outras galáxias formaram seus respectivos bojos”, diz. Além disso, o estudo também nos adianta um pouco do que esperar quando o Vera C. Rubin Observatory, observatório chileno, entrar em ação e começar a coletar imagens da Via Láctea. O observatório deverá começar as operações em 2022.

Os artigos do estudo foram publicados na revista Monthly Notices of the Royal Astronomical Society e podem ser acessados aqui e aqui.

Fonte: Canaltech

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