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Copom quer ouvir economistas sobre IPCA de 2022 e fim do auxílio emergencial

Estevão Taiar
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Perguntas fazem parte do questionário pré-reunião do comitê enviado nesta quinta-feira a instituições financeiras, analistas e agentes do mercado em geral O Comitê de Política Monetária (Copom) quer conhecer com mais detalhes as projeções dos economistas para a inflação de 2022, além dos impactos que o fim do auxílio emergencial e de outros programas adotados durante a pandemia podem ter sobre a atividade econômica. As perguntas fazem parte do questionário pré-reunião do Copom enviado nesta quinta-feira a instituições financeiras, economistas e agentes do mercado em geral. No documento, o Banco Central (BC) questiona pela primeira vez quais as estimativas dos agentes para o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) de 2022, incluindo aí as projeções para preços livres e administrados. Até 2021, a autoridade monetária também quer saber quais as estimativas para a inflação dos planos de saúde. No questionário anterior, de julho, o Copom perguntava sobre os cálculos para a bandeira de energia elétrica. Ainda em relação à inflação, o BC pede para que os economistas detalhem se as suas projeções para o IPCA até 2022 têm viés de baixa, equilibrado ou de alta. Na seção dedicada ao Produto Interno Bruto (PIB), a autoridade monetária pergunta sobre os impactos do fim das medidas implantadas nos últimos meses. "Como avalia a evolução do PIB e do consumo das famílias com a eventual redução ou descontinuidade do auxílio emergencial e de outros programas emergenciais de combate aos efeitos da pandemia?", diz. Por fim, o BC faz perguntas, que também não estavam no questionário anterior, a respeito das projeções de crédito: total; livre e direcionado; para pessoas físicas e jurídicas. Além disso, questiona como o agente "avalia o impacto no saldo de crédito das medidas de liquidez e capital adotadas" pela própria autoridade monetária durante a pandemia. O colegiado se reúne nos dias 15 e 16 de setembro para decidir a respeito da taxa básica de juros da economia, atualmente em 2% ao ano. Próxima reunião do Comitê de Política Monetária será nos dias 15 e 16 de setembro Raphael Ribeiro/Banco Central