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Copom deve explorar em ata potencial de inflação menos pressionada, preveem economistas

·4 minuto de leitura
Sede do Banco Central em Brasília

Por José de Castro

SÃO PAULO (Reuters) - A ata do Copom a ser divulgada na próxima terça-feira deverá explorar pontos que poderiam indicar inflação menos pressionada em 2022, como a avaliação de menor dinamismo nas economias asiáticas e chances de alívio nos preços da energia, e isso endossaria o recado dado pelo Banco Central dias atrás que desmontou apostas mais agressivas de alta na Selic, preveem economistas.

No comunicado de quarta-feira, o BC chamou atenção para dois fatores adicionais de risco para o crescimento das economias emergentes: projeções de expansão menor para economias asiáticas (leia-se China), por causa do impacto da variante Delta, e o aperto monetário conduzido em economias emergentes em reação a surpresas inflacionárias.

"O Comitê mantém a avaliação de que questionamentos dos mercados a respeito dos riscos inflacionários nas economias avançadas podem tornar o ambiente desafiador para países emergentes", completou.

A citação ocorre em meio a sinais de perda de fôlego em economias como a China, enquanto na Europa e nos EUA a variante Delta da Covid-19 também segue como fonte de preocupação.

"Você tem, sim, percepção crescente no mundo de que a economia está crescendo menos que o esperado. Isso reflete nas commodities metálicas, que são cíclicas, e pode no fim tirar um pouco da inflação do ano que vem", disse Adauto Lima, economista-chefe da Western Asset.

Os preços do minério de ferro, por exemplo, recentemente tocaram mínimas em dez meses. A FGV comentou que, se não fosse pela queda recente do insumo, a segunda prévia do IGP-M de setembro teria subido 1% (o índice caiu 0,58%), numa evidência do peso da commodity metálica na inflação brasileira.

Para além disso e numa potencial justificativa para um cenário inflacionário menos pressionado em 2022, os preços da energia elétrica também poderiam experimentar alívio no ano que vem.

"O fato é que houve muito choque de inflação neste ano. Estamos saindo de uma base alta. Se pensarmos que no ano que vem poderemos ter uma diminuição (da bandeira tarifária da energia elétrica) isso pode contribuir muito para (baixar) o IPCA do ano que vem", disse Mauro Orefice, diretor de investimentos da BS2 Asset.

As projeções de inflação do Copom situam-se em torno de 8,5% para 2021 (meta central de 3,75%), 3,7% para 2022 (meta de 3,50%) e 3,2% para 2023 (alvo em 3,25%). Em todos os anos a meta comporta uma margem de tolerância de 1,5 ponto.

A estimativa de inflação acima da meta central para 2022 --mesmo com uma Selic prevista em 8,25% neste ano e em 8,50% no ano que vem-- chamou atenção do mercado e levou alguns analistas a revisar projeções para cima. O UBS BB elevou a 9,25%, de 8,5%, o prognóstico para os juros em 2022.

Orefice, da BS2 Asset, pondera, contudo, que o BC parece ter no radar um quadro em que mesmo sua própria estimativa de inflação seria ajustada para baixo.

"O BC não pode falar isso explicitamente, que está esperando isso, ele tem que ter sinais, mas o fato é que inflação é variação de preços, e se a base é alta, a chance é de a inflação arrefecer mais", disse, lembrando a perda de fôlego dos indutores das altas dos preços deste ano.

A referência do BC ao menor crescimento externo se dá num momento em que no Brasil analistas têm revisado seguidamente para baixo seus prognósticos para o PIB do ano que vem. "Se tivermos alguma surpresa adicional negativa na atividade, a gente pode parar (a Selic) em 8%", disse o diretor de investimentos da BS2 Asset.

O Bank of America lembra que, no comunicado da véspera, o Copom reiterou ver "recuperação robusta do crescimento econômico ao longo do segundo semestre". Mas o banco norte-americano diz ter uma visão "mais cautelosa" sobre isso, devido aos "recentes sinais de acomodação".

No mercado, há quem veja o PIB em expansão de apenas 0,5% em 2022.

De toda forma, investidores embutem expressivo prêmio de risco na curva de juros da B3, em que as taxas a termo estão acima de 9% para boa parte de 2022, ano eleitoral.

"Embora as estimativas do Copom indiquem que a alta da Selic para 8,50% pode não ser suficiente para trazer a inflação de volta à meta, o comunicado sugere que a autoridade está mais confortável em adotar uma abordagem mais flexível, talvez acomodando a divergência dentro da meta banda", disseram estrategistas do Citi, num indicativo de que os juros poderiam ficar abaixo dos patamares sugeridos pelos preços de ativos financeiros.

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