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Copom deve elevar juros até 8,50%, segundo economistas de bancos e gestoras

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*ARQUIVO* BRASÍLIA, DF, 25-04-2013 - Banco Central no Setor Bancário Sul, em Brasília (DF). (Foto: Sergio Lima/Folhapress)
*ARQUIVO* BRASÍLIA, DF, 25-04-2013 - Banco Central no Setor Bancário Sul, em Brasília (DF). (Foto: Sergio Lima/Folhapress)

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - O grupo que reúne mais de 20 economistas de grandes bancos e gestoras do país projeta mais duas altas de 1 ponto percentual na taxa básica de juros neste ano, com a Selic encerrando 2021 em 8,25% ao ano. Em 2022, a taxa chegaria a 8,50% ao ano, maior patamar desde 2017.

As projeções são do Grupo Consultivo Macroeconômico da Anbima (associação das entidades do mercado financeiro) e foram feitas antes da reunião do Copom (Comitê de Política Monetária) desta quarta-feira (22).

O número já considera o aumento de 1 ponto percentual nesta data. São esperadas ainda mais duas altas da mesma magnitude nas duas últimas reuniões do Copom deste ano, em outubro e dezembro. Por fim, é projetado um aumento de 0,25 ponto no primeiro encontro de 2022, em fevereiro.

Os economistas também projetam inflação de 8,27% neste ano, recuando para 4% no próximo. O crescimento do PIB deve desacelerar de 5,2% para 1,5% nesse período -as projeções anteriores eram de 5,35% e 2%, respectivamente.

Segundo a entidade, alguns economistas defendiam uma aceleração do ritmo de aumento dos juros, "diante de um ambiente de grande incerteza em relação à questão fiscal, sobretudo na resolução dos pagamentos dos precatórios e na possibilidade de que eventuais despesas possam ocorrer fora do teto de gastos".

A sinalização do BC de que manteria o ritmo, no entanto, levou a um ajuste de parte dessas estimativas. Ainda assim, há quem projete uma Selic de 9% ainda neste ano -a projeção de inflação mais elevada também está em 9%.

Outra parte dos analistas acredita que o BC não precisa se comprometer com aumentos mais expressivos dos juros, citando alguns fatores que podem contribuir para uma alta menor dos preços, como menor ritmo de crescimento do PIB mundial, o que deve reduzir os preços das commodities no mercado internacional, com reflexos no mercado doméstico. É esperada também uma normalização das cadeias produtivas que provocam falta de alguns produtos e elevam seus preços.

"Além disso, foi lembrado que os efeitos defasados da atual política monetária devem ocorrer nos próximos meses em uma economia que ainda apresenta capacidade ociosa", diz a Anbima.

Em relação às projeções de câmbio, o dólar encerraria este ano em R$ 5,20 e o próximo em R$ 5,30. Segundo a entidade, isso reflete mais a incorporação de prêmios de risco relacionados às incertezas fiscais e ruídos domésticos do que as perspectivas do cenário econômico externo.

Já a piora nas estimativas de crescimento do PIB refletem uma combinação dos efeitos causados pelas incertezas fiscais e alta dos juros com a expectativa de queda no ritmo do crescimento global, sobretudo na China e nos EUA.

As projeções refletem as estimativas dos seguintes economistas: Adauto Lima (Western Asset), Alexandre Azara (UBS), Ana Paula Vescovi (Banco Santander), Caio Megale (XP Investimentos), Carlos Kawall (Asa Investments), Cassiana Fernandes (J.P. Morgan), Cláudio Ferraz (BTG Pactual), Daniel Leichsering (Verde Asset), Daniel Weeks (Garde Asset), David Beker (BofA), Diogo Abry Guillen (Itaú Asset), Fernando Honorato (Bradesco), Fernando Rocha (JGP), Guilherme Martins (Itaú), Gustavo Arruda (BNP Paribas), Joaquim Levy (Banco Safra), Leonardo Porto (Citibank), Luiz Fernando Figueiredo (Mauá Capital), Marcela Rocha (Claritas), Marcelo Toledo (BRAM), Marcelo Salomon (BWGI), Roberto Padovani (Banco Votorantim), Rodrigo Azevedo (Ibiuna), Ronaldo Távora (Banco do Brasil).

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