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Copel mira aquisições e nova política de dividendos após vender braço de telecom

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SÃO PAULO (Reuters) - A estatal paranaense de energia Copel pretende utilizar recursos obtidos com a venda neste mês de sua unidade de telecomunicações para ampliar investimentos em seus negócios principais, enquanto avaliará também uma nova política de dividendos, disseram executivos da companhia nesta sexta-feira.

A empresa prevê focar os aportes no segmento de distribuição, mas buscará ainda novos negócios em geração e transmissão, preferencialmente por meio de aquisições de ativos operacionais ou já licitados, de acordo com o presidente-executivo, Daniel Slaviero.

"Primeiro, a prioridade são os investimentos na distribuição, na ampliação da rede, na melhoria... e aí nós já estamos olhando e vendo oportunidades em 'brownfield', eu diria... a gente vai prospectar isso de maneira bastante ativa", afirmou ele, durante teleconferência com investidores sobre os resultados do terceiro trimestre.

Segundo o CEO, a Copel tem visto a retomada de alguns processos de vendas de ativos que haviam sido paralisados com a pandemia e agora podem ser concluídos até o final do ano ou início do ano que vem.

Ele destacou, no entanto, que a Copel terá "responsabilidade" ao avaliar a alocação de capital.

A Copel levantou 2,395 bilhões de reais com a venda de sua subsidiária integral Copel Telecom, adquirida pelo fundo de investimento Bordeaux em leilão na segunda-feira. O valor mínimo fixado para o ativo havia sido de 1,4 bilhão de reais.

A operação deve ser concluída, permitindo a entrada dos recursos no caixa da Copel, até por volta de maio ou junho de 2021, acrescentou Slaviero, que definiu a negociação da unidade de telecom como "o fato mais relevante da história recente da companhia".

O executivo disse que a Copel também avaliará leilões do governo para novos projetos de geração e transmissão de energia.

DIVIDENDO

Perspectivas de resultados positivos e da entrada de recursos com a venda dos negócios de telecomunicações também permitirão à Copel reavaliar sua política de remuneração aos acionistas, disse o CEO.

A ideia, segundo ele, é implementar "uma política de dividendos que seja mais adequada à realidade da empresa" nesse momento.

O diretor financeiro da Copel, Adriano Rudek, disse que há um objetivo também de permitir uma maior previsibilidade aos investidores.

"Uma política de dividendos que possa dar uma visão de mais longo prazo para nossos acionistas, com regras mais claras, objetivas, sempre baseadas nas melhores práticas de mercado", afirmou ele, sem entrar em detalhes.

"Esse se torna agora talvez o tema mais importante de nossa agenda estratégica", afirmou.

A nova política deve ser divulgada em prazo de 60 a 80 dias, junto com propostas de reformulação do estatuto social da companhia, que anunciou na véspera a intenção de implementar um programa de Units e de migração do Nível 1 para o Nível 2 de Governança Corporativa da bolsa B3, de acordo com o CEO.

COMPAGAS

O presidente da Copel disse ainda que a estatal pretende comprar junto à Gaspetro, da Petrobras, uma fatia de 24,5% detida pela empresa na distribuidora paranaense de gás Compagas.

A Copel, que já detém 51% da Compagas, avalia que a operação seria vantajosa devido à perspectiva do governo do Paraná de privatizar a empresa no ano que vem. A japonesa Mitsui ainda tem uma fatia de 24,5% na empresa.

"Vai ter um período para Copel e Mitsui poderem exercer seu direito de preferência... pretendemos estudar e exercer essa opção", afirmou Slaviero.

Ele projetou que a desestatização da distribuidora de gás pode ocorrer no segundo semestre de 2021.

A Copel anunciou na véspera um lucro líquido de 680,4 milhões de reais no terceiro trimestre, aumento de 10,9% na comparação com igual período de 2019.

(Por Luciano Costa)