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Copel busca oportunidades em ativos de transmissão e geração já existentes

Letícia Fucuchima
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Companhia não vê espaço para aquisições no segmento de distribuição e descarta interesse na distribuidora de Brasília A Companhia Paranaense de Energia (Copel) está buscando novos negócios nos segmentos de geração e transmissão de energia e tem preferência por ativos “brownfield” (já existentes), afirmou nesta terça-feira o diretor-presidente, Daniel Slaviero. “As renováveis são os ativos mais atraentes do mercado, temos tido conversas e estamos acompanhando alguns processos de investimento”, disse, durante reunião anual com investidores e analistas. “Temos que romper a barreira do solar, é uma fonte que não temos [no portfólio]”, acrescentou. Slavieri ponderou, no entanto, que a companhia não deixará de estudar oportunidades “greenfield”, associadas a leilões do governo, que tenham sinergias com as operações atuais. Ele citou como exemplo linhas de transmissão na região Sudeste, no Paraná ou em São Paulo. Daniel Slaviero, presidente da Copel, diz que a companhia tem preferência por investimentos já existentes (brownfield) Guilherme Pupo/Valor Ainda de acordo com o executivo, a pandemia não levará a uma mudança significativa nos principais negócios da Copel. “O que fica é um grande aprendizado, vimos que há espaço para otimizar a estrutura em áreas sensíveis”. Sobre renegociações contratuais realizadas com clientes no início da crise, Slaviero disse confiar que os compromissos serão honrados. “Alguns clientes já começaram a antecipar quitação”. Slaviero disse enxergar dificuldades para que a companhia cresça no segmento de distribuição de energia através de aquisições. O executivo afirmou que a Copel não participará do processo de privatização da CEB, distribuidora de Brasília. “Achamos que não tem ganho de escala e sinergia para nós”, afirmou. “A Celesc [companhia catarinense] já tem um investidor privado com participação relevante, a CEEE [companhia gaúcha, em processo de privatização] está sitiada pela CPFL. Vemos pouco espaço de crescimento territorial”, avaliou Slaviero. Segundo o presidente da Copel, a companhia tem se concentrado em melhorar a base de ativos e ampliar a base de remuneração regulatória (BRR) da distribuidora. “Esse é sem dúvida o espaço para crescer”. Telecom O presidente da Copel afirmou ainda que a companhia tem visto bastante interesse do mercado no processo de venda de sua subsidiária de telecomunicações, a Copel Telecom. Segundo ele, o interesse é de operadores tradicionais, “mesmo com a operação da Oi em andamento”. “Além disso, tem os operadores de infra [de rede], que quem sabe vão se consorciar com outras empresas”, acrescentou. Ainda de acordo com Slaviero, 13 grupos já pediram acesso ao data-room do processo, e a expectativa é de que esse número chegue a 20. A elétrica paranaense divulgou na semana passada as últimas informações sobre a alienação do ativo. O preço mínimo por 100% das ações da Copel Telecom foi definido em R$ 1,4 bilhão, e o leilão foi marcado para o dia 9 de novembro, na B3, em São Paulo