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A Copa também é uma festa para cibercriminosos

A Copa do Mundo é um momento em que bilhões de pessoas se unem por uma causa: torcer pela seleção de seu país. Quem acompanha os jogos, sabe como é bom dividir a alegria de ver a bola rolando com colegas, amigos ou família, e com a pulverização de serviços de streaming é possível acompanhar por qualquer dispositivo e em qualquer lugar. Mas é fundamental reforçar a importância de se usar plataformas legais, que não vão colocar a segurança do seu aparelho em risco e acabar com a festa.

Você pode achar que o problema seja somente a qualidade dos vídeos, ou os inúmeros anúncios em estilo pop-up, ou até mesmo coisa das grandes empresas de entretenimento que temem perder receita. Mas ao acessar essas plataformas ilegais, o usuário pode contaminar seus dispositivos com malwares e facilitar o roubo de dados pessoais, bancários e até mesmo de criptomoedas, caso ele possua alguma carteira.

O uso de plataformas piratas tem crescido nos últimos anos e a transmissão de jogos de futebol é um dos serviços mais oferecidos. Recentemente, a Alliance for Creativity and Entertainment (ACE) anunciou que derrubou mais de 42 sites de streaming esportivo pirata. Esses sites transmitiam jogos do mundo todo ao vivo e juntos somavam 308 milhões de acessos só nos últimos seis meses. Na Copa da Rússia, de acordo com a Irdeto, empresa de cibersegurança que atua no mercado de games, foram detectados 5.088 streamings ilegais na fase de grupo, sendo as partidas com a seleção brasileira as mais comuns com 582 streamings encontrados.

O golpe funciona de forma silenciosa, utilizando as táticas mais básicas como phishing e engenharia social. Basta um clique, mesmo não intencional, em uma das propagandas que aparecem na tela e você terá infectado seu computador, celular ou smart tv com vírus. Outra forma é através da instalação de extensões maliciosas que o site informa que devem ser instaladas para que o torcedor possa assistir à partida. Ao instalar a opção, os criminosos podem ter acesso a senhas salvas no dispositivo e acessar bancos, redes sociais, contas de e-mails e outros serviços, causando prejuízo e muita dor de cabeça.

Por parte das empresas é importante alertar seus funcionários sobre os riscos de usar pirataria para assistir aos jogos. Em tempos de home office, onde os dispositivos corporativos estão conectados na mesma rede que outros pessoais, os dados das empresas podem ficar expostos aos mesmos riscos.

Para se proteger, o torcedor pode contar com antivírus e VPNs que criptografam as informações sigilosas, evitando que as roubem e criminosos se passem por ele para aplicar golpes em outras pessoas. Mas é importante frisar que isso pode não ser suficiente e a melhor opção é sempre recorrer aos serviços legais, com transmissão autorizada das partidas.

Depois da pandemia e tantos desafios na economia, a Copa do Mundo deve ser uma celebração. Às vezes investir um pouco mais em uma plataforma que vai te dar a tranquilidade de assistir aos jogos com qualidade e sem riscos para a segurança de seus dispositivos vale bem menos do que a dor de cabeça que você terá, caso sofra um ciberataque.

Fonte: Canaltech

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