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Copa do Qatar destaca riscos de calor extremo para trabalhadores

(Bloomberg) -- O Qatar gastou US$ 300 bilhões na preparação da Copa do Mundo mais cara de todos os tempos. O boom de construção revela o impacto preocupante para a saúde de trabalhadores em vários dos países mais quentes do mundo.

Na última década, mortes de trabalhadores envolvidos na Copa do Mundo no Qatar chamaram a atenção global para as condições de trabalho. No entanto, pesquisadores dizem que há um problema ainda maior entre migrantes de baixa renda em regiões quentes do Oriente Médio à América Central — uma epidemia de doença renal crônica.

“Muitos trabalhadores que voltaram do Golfo Pérsico, inclusive aqueles que trabalharam para construir a infraestrutura necessária para a Copa do Mundo no Qatar, deixaram seus países de origem saudáveis e voltaram com problemas renais após serem expostos a temperaturas extremas e condições brutais durante o trabalho”, disse Jason Glaser, CEO da organização internacional de pesquisa sobre clima e saúde La Isla Network.

Um estudo da Isla também documentou uma ligação entre a incidência de doença renal crônica em outras partes do mundo, inclusive entre trabalhadores de canaviais na América Central, provavelmente ligada ao trabalho pesado em altas temperaturas.

Profissionais médicos alertam que, à medida que a mudança climática leva a ondas de calor mais longas e frequentes, o número de pessoas que sofrem de doenças renais aumentará, afetando uma faixa mais ampla do globo — tornando vital reexaminar as leis trabalhistas e as práticas ocupacionais.

“Achamos que as empresas devem avaliar — tanto em suas próprias operações quanto em suas cadeias de suprimentos — se as leis e regulamentações locais são suficientemente protetoras contra o estresse térmico e implementar políticas de melhores práticas onde elas são consideradas insuficientes ou ainda não existem”, disse o HSBC em relatório de junho.

O estresse térmico pode gerar uma gama de fatores de risco que impedem o bom funcionamento dos rins, desde a desidratação até o colapso total do sistema metabólico, de acordo com à Fundação Nacional do Rim dos EUA.

Existem poucos estudos estatísticos sobre o assunto. Em uma pesquisa com 38 médicos renais no Nepal no ano passado, 92% dos médicos disseram que era improvável que a doença renal entre os trabalhadores migrantes que retornaram do Golfo fosse causada por problemas de saúde subjacentes. Os autores sugeriram que as condições de trabalho no calor extremo provavelmente contribuíram para a doença.

A Copa do Mundo pôs em movimento pelo menos algumas mudanças. A Fifa diz que o escrutínio sobre os preparativos do Qatar levou a reformas trabalhistas, incluindo inspeções mais rigorosas de canteiros de obras destinadas a garantir a segurança dos trabalhadores. O Qatar também tem projetos para lidar com outros possíveis riscos, como nutrição ou saúde mental, disse a Fifa.

--Com a colaboração de Jason Gale.

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