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Festa dos bicões na Copa do Brasil

Mauro Beting
·2 minuto de leitura
Neneca, Hugo, Hugo Souza - monstros! FOTO - SILVIA IZQUIERDO Getty Images
Neneca, Hugo, Hugo Souza - monstros! FOTO - SILVIA IZQUIERDO Getty Images

O fator campo em tempos de Covid não entra tanto em campo. No Brasil e em qualquer outro canto.

Klopp destaca que, sem torcida, não apenas o entusiasmo é outro. A atenção se dispersa. O erro defensivo é maior. A desatenção pode dar mais espaço ao ataque.

Do outro lado, quem bate um pênalti acaba sofrendo menos. Quem erra muitos passes e dribles acaba sendo menos pressionado. Pode sair mais para o jogo. Construir mais. Ousar mais. E, na Copa do Brasil, sem mais a trava do gol marcado como visitante para condicionar o jogo, as coisas fluem melhor.

Ainda mais para quem também tem mais qualidade para isso. Como o Flamengo cada vez mais forte. Mais eficiente. Mais vitorioso como foi contra o Athletico na Arena na vitória por 1 a 0. Também por ter na meta um goleiro que é fenômeno. Hugo, Hugo Souza ou Neneca, chame como quiser, cata por três. A ponto de deixar Diego Alves no banco em Curitiba. E em qualquer outro jogo. O moleque é impressionante. Tem 3km de altura. Mas também agilidade da criança que é. Rapidez e elasticidade no tempo de resposta admiráveis.

O que o Flamengo ainda não se segura atrás, como sofreu demais na segunda etapa no Paraná, Neneca garante.

Algo que outro galalau não tem conseguido no Corinthians. Cássio não tinha o que fazer contra Marcelo Toscano que acabara de entrar na Neo Química Arena. Ele e Neto Berola (aquele mesmo) que deu o passe para o gol da vitória do América Mineiro de Lisca (aquele mesmo) contra o Corinthians (aquele mesmo de 2020: sem ideias, criação, convicção e futebol). Sim, em um lance que começou em uma reposição ruim do goleiro e ídolo. Mas que virou o que virou pela falta de intensidade e atenção da equipe corintiana. Seja qual for o treinador.

O jogo não foi bom. E o Corinthians vai ainda pior. Seja qual for o torneio.

O Santos tem sido o alvinegro que funciona em São Paulo. Ainda que tenha ficado no zero a zero contra o Ceará, na Vila. Também pela expulsão de Veríssimo. Também pelas ótimas atuações de Prass e João Paulo que sustentam elencos que têm conseguido mais pontos do que o esperado em todas as frentes.

Para completar as oitavas da Copa do Brasil, deu a lógica em Goiás com o Inter vencendo o Atlético por 2 a 1, mesmo coalhado de reservas. E foi mais uma vitória de visitante. Como havia sido Botafogo 0 x 1 Cuiabá, na terça-feira.

Mas aí e outra história. A triste história de um Fogão que poderia se inspirar na história que constrói o próprio rival.