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Coordenador da Lava Jato no Rio afirma ter provas robustas contra Witzel

Vera Araújo
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RIO — A Operação Tris in idem, desencadeada pela Polícia Federal e o Ministerio Público Federal (MPF), na manhã desta sexta-feira, dia 28, foi responsável pelo afastamento do governador do Rio de Janeiro, Wilson Witzel (PSC), após uma determinação do ministro Benedito Gonçalves, do Superior Tribunal de Justiça (STJ). Em um pronunciamento no auditório da sede do MPF, o coordenador da Lava Jato no Rio, o procurador-federal Eduardo El Hage, negou que a ação nesta sexta teve qualquer viés político como afirmou o governador, também em um pronunciamento feito no Palácio das Laranjeiras, horas após seu afastamento.

Procuradoria Geral da República (PGR), em parceria com a Polícia Federal (PF), cumpriu mandados de prisão e de busca e apreensão contra agentes públicos, políticos e empresários envolvidos, segundo a acusação, em crimes de corrupção e lavagem de dinheiro do grupo liderado pelo governador. Presidente nacional do PSC, o pastor Everaldo Pereira foi preso. Buscas foram realizadas na casa do vice-governador, Cláudio Castro. Mas o STJ nao aceitou o pedido de prisão de Witzel.

— Durante a operação Favorito encontramos em sede de ligação telefônica, que chegou ao governador com relação a Unir, de Mário Peixoto. A operação de hoje não tem nenhum viés político como tenta dizer o governador Wilson Witzel. Temos um colaborador da delação que fez o acordo quando estava solto e foi desenhada uma organização criminosa. Pela gravidade da situação. Depois de dois governadores presos, é inadmissível que isso se repita. O MPF pediu a sua prisão, mas foi deferido o afastamento — disse o procurador-federal.

Segundo El Hage, há ainda uma segunda operação vinculada, que conta com o trabalho em conjunto com a Receita Federal. Os dois ministros Mussi e Benedito Barbosa foram céleres com as decisões e com caráter efetivo à investigação