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Coordenador da Lava-Jato na PGR pede demissão após divergir de Aras

Murillo Camarotto e Isadora Peron

Não teria sido plenamente cumprida, por exemplo, uma promessa de remeter todos os casos da Lava-Jato ao gabinete de José Adonis Callou O subprocurador José Adonis Callou, coordenador do grupo de trabalho da Operação Lava-Jato na Procuradoria-Geral da República (PGR), pediu demissão nesta quinta-feira.

Os motivos seriam divergências com o titular da PGR, Augusto Aras, de quem Callou havia recebido a promessa de autonomia total na condução dos trabalhos.

Não teria sido plenamente cumprida, por exemplo, uma promessa de remeter todos os casos da Lava-Jato ao gabinete de Callou. Por conta disso, sua saída, de certa forma, já era esperada.

Também pesou a redução das equipes de servidores, que foi promovida pela Secretaria-Geral da PGR, mas teve o aval de Aras.

Subprocurador José Adonis Callou

Agência CNJ

Substituta

Após a saída de Callou, Aras decidiu nomear a subprocuradora-geral Lindora Maria Araújo para ser a nova coordenadora do grupo de trabalho da Lava-Jato da PGR.

Além de Lindora, Aras também decidiu reforçar a equipe nomeando dois novos integrantes: os procuradores regionais Raquel Branquinho, que trabalhou com Raquel Dodge, e Vladimir Aras, que é primo do PGR e atuou na equipe de Rodrigo Janot.

Em nota, a PGR não fala os motivos que levou Callou a pedir desligamento da função. O órgão aponta, porém, "que todos os demais integrantes do GT permanecem na equipe, o que demonstra coesão do grupo e garante a continuidade dos trabalhos planejados e executados nos últimos quatro meses".