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Convocadas por Temer, Forças Armadas temem não poder atuar por falta de gasolina

jose lucena/Futura Press

Após o presidente Michel Temer anunciar que acionaria as Forças Armadas para interromper a greve dos caminhoneiros, militares se mostram preocupados com a falta de combustível, que deixaria o Exército desabastecido para atuar nas estradas. A informação é da repórter da GloboNews, Andréia Sadi.

De acordo com Sadi, o presidente está sendo criticado por diversos grupos que integram as forças federais: Exército, Marinha, Aeronáutica e Polícia Rodoviária Federal (PRF). Temer, que se consultou com o general Sérgio Etchegoyen, do Gabinete de Segurança Institucional (GSI) da Presidência, e o ministro Raul Jungmann, do Ministério da Segurança Pública, não teria procurado a opinião de ninguém do conselho de defesa.

Os comandantes das Forças Armadas devem se reunir hoje para discutir a questão. A greve está no quinto dia e, apesar das tratativas com o governo, que chegou a anunciar uma trégua por 15 dias, se manteve nesta sexta-feira.

A paralisação nas estradas contra o aumento do preço do etanol têm afetado o abastecimento de postos de gasolina, aeroportos, supermercados, montadoras e diversos setores da economia. Desde a manhã há registro de protestos em todos os estados e no Distrito Federal. O aeroporto de Brasília está sem combustível e outros, como Confins e Recife, atrasando e cancelando voos. O prefeito de São Paulo, Bruno Covas (PSDB), decretou estado de emergência no município.