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'Convido Bolsonaro a ser coveiro por um dia para ele ter noção do que está acontecendo no Brasil', diz representante de funerárias

Redação Notícias
·3 minuto de leitura
SÃO PAULO, SP - 23.06.2020: RECORDE MORTES COVID 19 EM SP - Coveiros work at the burial of a victim of Covid-19 at Cemitério São Luis, south zone of São Paulo, this Tuesday afternoon (23). The state once again set a record for the death toll from the disease. (Photo by Bruno Rocha/Fotoarena/Sipa USA)(Sipa via AP Images)
Em abril do ano passado, ao ser questionado sobre o número de mortes em virtude do coronavírus no Brasil, o presidente Bolsonaro respondeu a jornalistas que “não é coveiro”. "Ô, cara, quem fala de... Eu não sou coveiro, tá certo?", respondeu o presidente (Foto: Bruno Rocha/Fotoarena/Sipa USA)

O presidente da Abradif (Associação Brasileira de Empresas e Diretores do Setor Funerário), Lourival Panhozzi, afirmou nesta quinta-feira (11) que o Brasil vive à beira de um colapso devido ao descontrole no número de óbitos por Covid-19

Em entrevista à CNN Brasil, ele afirmou que funerárias já trabalham com o dobro de óbitos registrados em dias normais e ainda convidou o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) para ser coveiro "só por um dia para ele ter a real noção do que está acontecendo no Brasil".

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"O presidente Bolsonaro disse que não é coveiro, né? Convido a ser coveiro para ficar um dia numa funerária. Só um dia, para acompanhar as famílias que estão perdendo parentes, para ter a real noção do que está acontecendo no Brasil. Não estamos sepultando urnas, estamos sepultando pessoas", disse Panhozzi.

Em abril do ano passado, ao ser questionado sobre o número de mortes em virtude do coronavírus no Brasil, o presidente Bolsonaro respondeu a jornalistas que “não é coveiro”. "Ô, cara, quem fala de... Eu não sou coveiro, tá certo?", respondeu o presidente.

O representante ainda disse que, em 44 anos de trabalho, nunca tinha visto uma tristeza tão reprimida, tão grande nas famílias. Ele citou, por exemplo, a situação da cidade de Mogi das Cruzes, na Grande São Paulo que, assim como outras cidades da Região Metropolitana se aproxima dos 100% de ocupação de leitos de UTI.

"O Brasil tinha, antes, uma média de 100 mil óbitos por mês. Esse número se elevou muito. Antes eram em poucas regiões, agora está disseminado em todo Brasil, mas principalmente no estado de São Paulo. Então, várias empresas estão trabalhando com o dobro de óbitos normais. Em Mogi eu fazia sete óbitos por dia. Ontem fiz 23 em um dia", afirmou.

Grupo prioritário 

Trabalhadores de cemitérios e do Instituto Médico Legal (IML), como coveiros, médicos legistas, cremadores e condutores de veículos funerários, por exemplo, só começaram a ser vacinados contra a Covid-19 na capital paulista no dia 17 de fevereiro — um mês após o início da vacinação.

O Serviço Funerário do Município de São Paulo é responsável pela gestão e administração de 22 cemitérios municipais, um crematório, 12 agências de contratação de serviços funerários e 114 salas de velórios, distribuídos em todas as regiões da capital. Fiscaliza, ainda, 20 cemitérios particulares.

2.207 óbitos registrados nas últimas 24 horas

Um dia após registrar o recorde de 2.349 mortes causadas pela covid-19 em 24 horas, o Brasil voltou a computar mais de 2 mil óbitos pela doença. Nesta quinta-feira (11), foram reportados 2.207 novos óbitos entre ontem e hoje. 

Os dados são do consórcio de veículos de imprensa do qual o UOL faz parte, com base nas informações transmitidas pelas secretarias estaduais de saúde. 

O país soma 273.124 óbitos e 11.284.269 infectados, sendo 78.297 novos casos registrados entre ontem e hoje. Já são 50 dias seguidos com a média diária de mortes acima de mil, o período mais longo desde março de 2020. Também é o décimo dia consecutivo com mais de mil vítimas reportadas em um intervalo de 24 horas.