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Convidado pela Rússia, Roger Waters condena invasão à Ucrânia na ONU

Roger Waters participa via vídeo de reunião do Conselho de Segurança da ONU

Por Michelle Nichols

NAÇÕES UNIDAS (Reuters) - O cofundador da banda Pink Floyd Roger Waters dirigiu-se nesta quarta-feira ao Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas a convite da Rússia, condenando a invasão da Ucrânia por Moscou como ilegal, embora acrescentando que acredita que ela foi provocada, e pedindo um cessar-fogo.

"Ele tem sorte de estar em Nova York, em um país livre, falar o que pensa, dizer o que quiser, inclusive sobre a agressão russa e como isso é errado. Se ele estivesse na Rússia, com o que disse, poderia já estar sob custódia", disse o embaixador da Albânia na ONU, Ferit Hoxha, aos 15 membros do Conselho de Segurança.

Logo após a invasão da Ucrânia por Moscou em 24 de fevereiro, a Rússia introduziu novas leis duras contra a disseminação de "desinformação" sobre a guerra ou o descrédito do Exército russo. O vice-embaixador da Rússia na ONU, Dmitry Polyanskiy, rejeitou os comentários de Hoxha nesta quarta-feira, dizendo que seu país respeita a liberdade de expressão.

Moscou chama suas ações na Ucrânia de "operação militar especial" destinada a desmilitarizar e "desnazificar" o país. A Ucrânia e seus aliados ocidentais dizem que a invasão foi um ato de agressão não provocado com o objetivo de tomar território.

A Rússia convocou a reunião do Conselho de Segurança nesta quarta-feira para discutir a entrega de armas à Ucrânia e pediu a Waters para discursar. Waters argumentou contra o fornecimento ocidental de armas a Kiev em uma carta que publicou em seu site em setembro.

O vice-embaixador dos Estados Unidos na ONU, Richard Mills, reconheceu as "impressionantes credenciais como artista musical" de Waters, mas disse que suas qualificações para falar sobre controle de armas ou questões de segurança europeia eram "menos evidentes".

Embora Waters tenha condenado a invasão da Ucrânia pela Rússia como ilegal, ele também disse que "não foi sem provocação" e também condenou "os provocadores nos termos mais fortes possíveis". Ele não deu detalhes.

"O único curso de ação sensato hoje é pedir um cessar-fogo imediato na Ucrânia", disse Waters.