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Conveniência digital supera preocupações com segurança, confirma pesquisa da IBM

·2 minuto de leitura

A IBM Security divulgou nesta terça-feira (15) uma pesquisa que mostra como a adoção de tecnologias digitais durante a pandemia do COVID-19 afetou a preocupação das pessoas com sua segurança. Segundo a companhia, para a maioria das pessoas, a conveniência acaba superando preocupações com privacidade e proteção de dados, o que as expõem mais a comportamentos considerados inseguros — algo que não era assim um segredo, mas que se confirma com o levantamento.

Segundo a IBM Security X-Force, os maus hábitos vistos na vida pessoal também podem se estender ao mundo do trabalho, especialmente em um ambiente de home office. Com isso, aumenta o arsenal de ferramentas que criminosos possuem à sua disposição para realizar invasões e ataques de ransomware, entre outras ações.

A pesquisa realizada com 22 mil pessoas em 22 mercados mostra que, em média, pessoas criaram 17 novas contas durante a pandemia; 82% delas usam a mesma chave de acesso em todas elas e 45% não pretendem desativar suas contas novas. O uso repetido de credenciais as torna bastante vulneráveis, especialmente se as informações cadastradas já tenham sido comprometidas anteriormente.

O estudo também mostrou que 40% dos brasileiros pesquisados com menos de 35 anos e os millennials (41%) preferem fazer pedidos em sites potencialmente inseguros do que ligar ou visitar um lugar pessoalmente para adquirir um produto. Com usuários propensos a ignorar riscos de segurança, caberá à empresa lidar com o peso de encontrar soluções para enfrentar possíveis fraudes que recaem sobre seus serviços.

Novas práticas de segurança são necessárias

"A pandemia tem causado um aumento de novas contas online, mas a crescente preferência da sociedade pela conveniência digital pode ter um custo para a segurança e privacidade de dados", explica Charles Henderson, Parceiro de Gerenciamento Global e Head da IBM Security X-Force. Segundo ele, empresas podem ter que passar a adotar práticas de “confiança zero” (ou zero trust, no termo bastante usado em inglês), em que assumem que os usuários não são confiáveis e usam tecnologias de inteligência artificial e analítica avançadas em seus processos de autenticação.

A pandemia também mostrou uma preocupante crescente com a telemedicina, que pode ser feita tanto através de sites quanto de aplicativos. Dessa forma, provedores de saúde devem considerar cada vez mais importante os investimentos em segurança, que vão da proteção dos dados de clientes (incluindo soluções de criptografia) até a segmentação de informações e a implementação de controles rigorosos sobre qual área de um sistema uma pessoa pode acessar.

Os investimentos em segurança devem vir acompanhados de uma cultura de testes períodos para verificar se as soluções que implementaram continuam válidas. Em um cenário no qual vazamentos de dados custaram em média US$ 3,96 milhões às empresas estudadas pela IBM e criminosos mudam constantemente de táticas, reavaliar a eficácia de planos de respostas a incidentes e aplicar testes de vulnerabilidade são componentes importantes do processo de proteção de qualquer empresa.

Fonte: Canaltech

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