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'Contratação será privilégio', afirma CEO da Uber, que pretende cortar gastos da empresa

***ARQUIVO***BRASÍLIA, DF, 31.10.2017 - O CEO da Uber, Dara Khosrowshahi. (Foto: Pedro Ladeira/Folhapress)
***ARQUIVO***BRASÍLIA, DF, 31.10.2017 - O CEO da Uber, Dara Khosrowshahi. (Foto: Pedro Ladeira/Folhapress)

SÃO PAULO, SP (UOL/FOLHAPRESS) - O diretor-executivo da Uber, Dara Khosrowshahi, disse que a empresa vai cortar gastos para enfrentar o que chamou de "mudança sísmica" no mercado. As ações da companhia vem caindo, e por volta das 13h (horário de Brasília) desta segunda-feira, despencavam 7,27% na Bolsa de Nova York.

O anúncio foi feito em um e-mail enviado aos funcionários e obtido pelo canal norte-americano CNBC. A mensagem, que foi enviada na noite de domingo, diz que contratações serão tratadas como "privilégio" daqui para frente.

"Estar à altura da ocasião significa fazer trocas. Os obstáculos para nossos investimentos cresceram, e isso significa que algumas iniciativas que requerem bastante capital serão reduzidas. Temos que nos certificar que nossas unidades funcionem antes de aumentá-las. Os gastos menos eficientes com marketing e incentivos serão cortados, vamos tratar contratações como privilégio e seremos intencionais sobre quando e onde acrescentaremos mais pessoas", disse Khosrowshahi.

A Uber registrou um prejuízo líquido de US$ 5,9 bilhões no primeiro trimestre de 2022, apesar de o número de corridas ter aumentado. A receita trimestral na unidade de viagens da Uber quase triplicou em relação ao mesmo período do ano passado, para US$ 2,5 bilhões.

No e-mail, porém, Khosrowshahi diz que isso não é suficiente. "Estamos servindo mercados multi-trilionários, mas o tamnho do mercado é irrelevante se não se traduzir em lucro", declarou.

As ações de outras gigantes da tecnologia também vem enfrentando perdas, como as da Microsoft, Amazon, Apple, Alphabet (controladora do Google), e Meta (do Facebook e Instagram).