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Contratação de crédito rural no Brasil sobe 22% no acumulado de 2020/21, para R$169,4 bi

·2 minuto de leitura

SÃO PAULO (Reuters) - O valor das contratações de crédito rural no Brasil, no âmbito do Plano Safra, somou 169,44 bilhões de reais entre julho de 2020 e março de 2021, alta de 22% ante igual período da temporada anterior, informou o Ministério da Agricultura nesta quarta-feira.

Desse montante, 90,77 bilhões de reais foram destinados para custeio, um avanço de 18% na comparação anual, enquanto os aportes para investimentos saltaram 43%, a 53,39 bilhões de reais, disse a pasta.

Houve ainda um aumento de 7% nas contratações para industrialização, que chegaram a 9,77 bilhões de reais. Já os créditos para comercialização recuaram 3%, para 15,51 bilhões de reais.

O ministério destacou em nota que as contratações realizadas por pequenos e médios produtores, por meio do Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf) e do Programa Nacional de Apoio ao Médio Produtor (Pronamp), atingiram o maior volume já observado para este período da safra.

No total, os créditos concedidos pelos programas chegaram a 47,1 bilhões de reais, um aumento de 11,2% na comparação ano a ano, com altas de 17% no Pronaf e 5% no Pronamp.

"Os demais produtores aumentaram acentuadamente sua demanda de crédito para investimentos (61%), sendo que para os pequenos e médios produtores ela se situou, respectivamente, em 8% e 0,2%", afirmou o ministério.

Para o diretor do Departamento de Crédito e Informação do ministério, Wilson Vaz de Araújo, a maior demanda por créditos para investimentos "resulta do bom desempenho do setor agropecuário, evidenciado pelo aumento de suas exportações em 2020 e no início de 2021".

Ele também citou as expectativas de que a safra de grãos atinja 272,3 milhões de toneladas, conforme projeção da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), e que o valor bruto da produção (VBP) supere 1 trilhão de reais neste ano.

A pasta chamou atenção ainda para um crescimento de 32% na utilização relativa de recursos em fontes não controladas, impulsionada por emissões de Letras de Crédito do Agronegócio (LCAs), que saltaram 30%, e por recursos livres (+78%). Essas medidas costumam ser utilizadas pelos grandes produtores.

(Por Gabriel Araujo)