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Contra ‘CPMF’, Febraban diz que imposto teria forte impacto na oferta de crédito

Talita Moreira
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Segundo a entidade, imposto apresenta vários problemas frente a seus supostos benefícios A criação de um imposto sobre transações financeiras, como vem sendo discutido pelo governo, ganhou na tarde desta sexta-feira a oposição aberta da Federação Brasileira de Bancos (Febraban), em nota assinada pelo presidente da entidade, Isaac Sidney. Vídeo: Segunda onda de casos da covid-19 e o risco fiscal no Brasil derrubam a bolsa Segunda onda de casos da covid-19 e o risco fiscal no Brasil derrubam a bolsa Que os bancos não gostam de impostos com o espírito da CPMF não é novidade, mas, com o comunicado, o setor se posicionou oficialmente no debate atual, num momento em que o governo tenta articular com o Congresso um caminho para viabilizar o imposto. Isaac Sidney menezes, diretor do BC, durante sabatina na CAE do Senado. Ruy Baron/Valor DF De acordo com a Febraban, a criação de um imposto sobre transações financeiras teria “forte impacto” nas operações de crédito e seria, portanto, um entrave ao crescimento e à retomada da atividade econômica. Seria também “mais um entrave para reduzir o já elevado custo do crédito no país, ou seja, jogaria contra a redução das taxas de juros para os clientes.” Segundo a Febraban, a CPMF apresenta vários problemas frente a seus supostos benefícios, como o fato de ser “regressivo”, ter “baixa eficiência” e “alta cumulatividade”. Além disso, o imposto “reduz a disponibilidade de crédito na economia, incentiva a utilização de dinheiro em espécie, promove a desintermediação financeira, apresenta ineficiência sobre os investimentos e não tributa a renda ou patrimônio”, diz a nota.