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Contra coronavírus, Guedes defende 'passaporte de imunidade' para retomada da economia

THIAGO RESENDE E RENATO MACHADO
*ARQUIVO* BRASÍLIA, DF, 31.03.2020 - O ministro da Economia, Paulo Guedes, durante coletiva no Palácio do Planalto. (Foto: Pedro Ladeira/Folhapress)

BRASÍLIA, DF (FOLHAPRESS) - O ministro Paulo Guedes (Economia) defendeu neste sábado (4) que o governo adquira testes de coronavírus em massa para que, após a fase do isolamento social, pessoas não infectadas pela Covid-19 possam retornar ao trabalho.

Chamada de "passaporte de imunidade", a medida foi apresentada por um empresário da Inglaterra não identificado pelo ministro, mas que ele disse ser seu amigo.

Segundo Guedes, esse empresário seria capaz de fornecer 40 milhões de testes de Covid-19 por mês ao Brasil.

Com isso, a ideia do ministro é fazer o controle do contágio. Se o vírus for descartado no teste, a pessoa poderia ir para o trabalho. Mas, caso seja identificada a contaminação, o "passaporte" não seria concedido e a pessoa ficaria em quarentena, assim como os idosos, que pertencem ao grupo de risco.

Guedes não explicou qual tipo de teste ele se referia nem mencionou haver risco de "falso negativo" --que pode ocorrer em testes rápidos, apontando ausência de contaminação erroneamente. Ele afirmou que apresentou a proposta ao ministro Luiz Henrique Mandetta e ao presidente Jair Bolsonaro (sem partido), que ficaram de analisar a ideia.

O ministro participou de videoconferência com representantes do setor de varejo, que cobraram uma previsão do governo sobre quando as atividades do ramo poderiam retornar à normalidade, pois grande parte das empresas está fechada para tentar conter a transmissão do novo coronavírus.

Apesar dos apelos, Guedes não deu uma perspectiva de reabertura do setor. Ele reforçou que, neste momento, o país segue na fase de isolamento social, comandada por Mandetta.

No entanto, o ministro apresentou o projeto do "passaporte da imunidade" como forma de facilitar a retomada da atividade econômica no período final da pandemia.

Para ele, o país tem que estar preparado para enfrentar os efeitos do coronavírus na economia.