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Conta de luz deve subir 21% em 2022 por causa da crise hídrica

·3 min de leitura
Furnas hydroelectric dam runs in low water levels, according to the dam's operator, in Sao Jose da Barra, Minas Gerais state, Brazil, September 8, 2021. Picture taken September 8, 2021. REUTERS/Washington Alves
Hidrelétrica de Furnas operando em nível baixo (Reuters)
  • Documentos da Aneel preveem aumento de 21% em 2022 por conta de crise hídrica;

  • Documentos internos da agência foram obtidos pelo Estadão; 

  • Reajuste acumulado da tarifa de energia em 2021 foi de 7%, enquanto de 2020, 3%;

O consumidor brasileiro já pode se preparar para mais aumentos na conta de energia. Documentos oficiais do governo e do próprio setor elétrico preveem reajuste superior a 20% em 2022 nas contas de energia, uma alta ainda maior que a inflação acumulada para os últimos 12 meses (10,5%). A informação foi obtida pelo Estadão, que teve acesso a documentos internos da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) sobre o tema.

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O jornal teve acesso a um documento interno da agência emitido na última sexta-feira (5), no qual o órgão faz uma projeção sobre o impacto financeiro que a atual crise hídrica terá sobre a conta de luz em todo o país, devido às medidas que foram adotadas para garantir o abastecimento. A conclusão não é nada animadora para o consumidor: “Nossas estimativas apontam para um cenário de impacto tarifário médio em 2022 da ordem de 21,04%, quando avaliado todo o universo de custos das distribuidoras e incluídos esses impactos das medidas para enfrentamento da crise hídrica”, diz o documento da Aneel obtido pelo Estadão. 

Reajuste para 2022 supera índices de aumentos de 2020 e 2021

O volume previsto para 2022 supera os reajustes já realizados neste ano. Em outubro, por exemplo, a diretoria da Aneel autorizou o aumento da conta de luz em até 16% para quase 8 milhões de consumidores do Distrito Federal, Goiás e São Paulo. Segundo dados do Estadão, o reajuste médio das tarifas residenciais acumulado neste ano foi de 7,04%, conforme dados da própria agência. Em 2020, o aumento médio foi de 3,25%.

Nos últimos meses, cada consumidor de energia tem bancado, mensalmente, o custo pesado das chamadas “bandeiras tarifárias”, uma taxa extra que é incluída na conta de luz para pagar o acionamento das usinas térmicas, mais caras que as hidrelétricas. O fato tem ocorrido por causa da falta de chuvas e do esvaziamento dos principais reservatórios do País, que fazem as agências comprarem energia de usinas térmicas, ou importar energia, que teve aumento por conta de contratos firmados para importação com Argentina e Uruguai, como relatou o jornal. 

Outra fatura estimada em mais R$ 9 bilhões que será paga pelo consumidor tem origem nas contratações “simplificadas” de energia feitas pelo governo no mês passado, segundo o Estadão. Trata-se de uma “energia de reserva” que será entregue a partir de maio do ano que vem, para dar mais segurança e evitar o risco de racionamento de energia.

Uma das principais razões de se fazer essa cobrança mensal do consumidor é evitar que essas contas fossem pagas depois, nos reajustes anuais, como acontecia antes. Mas nem mesmo as bandeiras tarifárias têm conseguido cobrir o rombo atual. De acordo com o Estadão, as informações apontam para um rombo de RS 13 bilhões, mesmo com o índice mais alto de cobrança da taxa extra.

O aumento da energia elétrica, ao lado da alta dos combustíveis e do gás de cozinha, são os fatores principais para a grande alta da inflação brasileira, e que fazem o país ter a terceira maior inflação do mundo entre os países do G20. Seus impactos são sentidos em todos os setores da economia, e na renda de famílias e empresas. 

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