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Conta Black: fintech usa desbancarizados para empoderamento social

Conta Black mira população desbancarizada no Brasil (Foto: Divulgação)

Por Matheus Mans

No Brasil, são mais de 45 milhões de pessoas sem vínculos com instituições financeiras: os chamados “desbancarizados”. Mesmo sem acesso a crédito e serviços bancários, essa parcela da população movimenta mais de R$ 871 bilhões por ano, segundo o Instituto Locomotiva, e estão chamando atenção de startups do setor como a fintech Conta Black.

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Fundada pelo publicitário e especialista em finanças Sérgio All, a startup hoje conta com 3 mil clientes e pretende ter 10 mil contas ativas até o final do ano. “Se os bancos não querem esse público sem acesso aos serviços financeiros, nós queremos”, afirma o fundador. “Há 20 anos, sabia o que era ter nome limpo, mas crédito negado. Fiz esse ‘não’ virar negócio”.

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Atualmente, quem busca a startup pode abrir uma conta para fazer transferências, cobranças e pagamentos. Além de oferecer cartão de crédito, duas linhas de investimentos e contas físicas e jurídicas. Até o final do, a Conta Black também pretende ter empréstimos e ações via WhatsApp, como abrir conta pelo app e realizar transferências, por exemplo.

“Queremos falar a linguagem desse público, aproximando o sistema financeiro de suas realidades”, disse o empreendedor. Além disso, ele destaca a empresa como um possível agente de empoderamento social e ressalta que, dos 45 milhões de desbancarizados no País, 86% são das classe C, D e E, 60% são mulheres e 70% são negros ou pardos.

“Junto disso tudo que estamos oferecendo, também queremos levar educação financeira para nossos clientes. Queremos que eles entendam o crédito, as nossas tarifas”, disse o empreendedor, que hoje cobra valores como R$ 5 por boleto compensado e R$ 10 por TED. “A ideia é que essas pessoas se sintam empoderadas perante suas finanças e seu crédito”.