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Consumo termelétrico de gás dispara 62% no 1º semestre; Petrobras eleva a oferta

·3 minuto de leitura
Vista aérea de unidade da Petrobras na Amazônia

Por Marta Nogueira

RIO DE JANEIRO (Reuters) - O consumo de gás natural do Brasil para geração elétrica disparou 62% no primeiro semestre, ante o mesmo período do ano passado, em meio ao elevado uso de térmicas frente à escassez hídrica, levando à Petrobras a movimentar sua logística para aumentar ainda mais a oferta do insumo ao mercado.

A Associação Brasileira das Empresas Distribuidoras de Gás Canalizado (Abegás) contabilizou consumo médio termelétrico de 31,63 milhões de metros cúbicos por dia (m³/d) na primeira metade do ano, ante 19,55 milhões de m³/d no mesmo período de 2020, conforme números da entidade divulgados nesta quinta-feira.

Em junho, o consumo para geração elétrica registrou 39,45 milhões de metros cúbicos/dia, alta de 118,6% na comparação com o mesmo mês do ano passado, apontou a associação.

"As térmicas a gás seguem despachando para atender a demanda por energia elétrica e evitar um colapso do sistema elétrico, elevando o consumo de gás... O cenário deve se manter nos próximos meses", disse a Abegás.

A elevada demanda térmica ocorre após o Brasil registrar o pior período úmido em mais de 90 anos na área das hidrelétricas, o que afetou os reservatórios da principal fonte geradora do país.

O consumo total de gás natural do Brasil no primeiro semestre cresceu 33,7% versus igual período de 2020, para 72 milhões de m³/d. O avanço também teve forte impulso do consumo industrial --segundo segmento que mais demandou gás no período-- que cresceu 21,3%, para 29,2 milhões de m³/d.

ESFORÇOS DA PETROBRAS

Como forma de aumentar ainda mais a sua oferta de gás para termelétricas, a Petrobras moveu um navio regaseificador do terminal de Pecém, no Ceará, onde a demanda térmica absorve aproximadamente 4 milhões de m³/d, para o terminal da Bahia, que é capaz de injetar na rede cerca de 14 milhões de m³/d, garantindo maior oferta de termoeletricidade neste momento de crise.

A chegada do navio na Bahia permitiu o acionamento de duas térmicas do Sudeste e Sul (UTEs Arjona e Araucária, com um total de 650 MW).

Embora Pecém tenha ficado sem o navio regaseificador, o governo permitiu em caráter excepcional neste momento de crise o uso de óleo diesel na geradora Termoceará (200 MW), em vez de gás.

Ainda que a capacidade de geração térmica de Pecém seja de 750 MW, considerando três usinas, a movimentação da Petrobras com o uso de diesel permitiu um adicional de 100 MW na capacidade de geração térmica, em relação ao que o país teria se o navio regaseificador ficasse atendendo a unidade do Ceará.

A empresa tem ainda um navio regaseificador em terminal do Rio de Janeiro, onde concluiu recentemente ampliação da capacidade do Terminal de Regaseificação da Baía de Guanabara, de 20 milhões para 30 milhões de m³/dia.

Dentre outras medidas, a Petrobras também tem recebido mais de 14 navios por mês de GNL importado.

A Câmara de Regras Excepcionais para Gestão Hidroenergética (Creg) sugeriu recentemente a disponibilização de um terceiro navio regaseificador, para permitir que a capacidade de geração no Pecém possa também funcionar à plena capacidade.

Mas tal embarcação apenas deverá ser disponibilizada quando a Petrobras concluir o arrendamento de seu terminal na Bahia, cujas negociações estão avançadas com a Excelerate Energy.

Assim, a Petrobras poderá retornar com seu navio regaseificador para Pecém, e a nova gestora do terminal baiano poderá trazer seu próprio navio.

AMPLIAÇÃO DA GERAÇÃO

A Petrobras elevou sua geração térmica para quase 8 mil MW em junho, ante 2 MW em setembro do ano passado, conforme a empresa informou em nota.

No mesmo período, o volume de gás disponibilizado pela Petrobras para termelétricas variou de 12 milhões para 35 milhões de metros cúbicos por dia.

Em relação ao fornecimento de óleo combustível para uso por clientes termelétricos, a oferta aumentou de zero em setembro de 2020 para 183 mil toneladas em junho de 2021 e o volume de diesel para este fim variou de zero para 44 mil m3 por mês no mesmo período. O aumento da oferta foi possível em função de otimizações operacionais nas refinarias e importações.

(Por Marta Nogueira)

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