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Consumo de internet aumentou pouco, mas hábito está diferente devido à COVID-19

Wagner Wakka

O estado de isolamento social para conter a propagação da COVID-19 colocou muita gente para trabalhar de casa. Com isso, a expectativa era de que a demanda por internet também crescesse. Contudo, segundo o IX.br, projeto do Comitê Gestor da Internet no Brasil, houve apenas uma pequena elevação do tráfego. A diferença está no perfil de utilização.

De acordo com o gerente do órgão, Julio Sirota, a mudança está nos horários de utilização: “agora está mais parecido com um domingo”. Com isso, ele quer dizer que há pouca utilização pela manhã, com aumento por volta do meio-dia, que se estabiliza até um pico à noite.

Dados do IX.br mostra demanda baixa pela manha e pico de noite (Foto: IX.br)

De acordo com dados do Cloudflare, companhia de infraestrutura de internet, este não é um cenário semelhante em todas as regiões. Na Europa, onde a crise está maior, houve aumento de 10% a 20% na demanda de tráfego. Na Itália, epicentro da propagação da COVID-19 no continente, a alta foi de 40%. O país vive estado de quarentena em várias das grandes cidades, forçando a população a ficar em casa.

Para conter um possível aumento repentino de demanda aqui no Brasil, a Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) pediu para que operadoras reforçassem a infraestrutura para garantir a conexão. O pedido também permeou a liberação de cobrança de franquia do usuário para acesso ao app oficial do SUS sobre a COVID-19.

Segundo Sirota, a internet no Brasil é robusta o suficiente para segurar uma elevação repentina de demanda, o que, como ele mesmo já informou, ainda não aconteceu.

Apesar de um baixo aumento da demanda geral, alguns serviços estão passando por picos de utilização. Plataformas de trabalho remoto como Slack e o Teams, da Microsoft, já registraram aumento de usuários. A procura por serviços de streaming e entretenimento também está elevada, até mesmo para plataformas de acesso ilegal.

Fonte: Canaltech

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