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Consumo excessivo: como domar esse inimigo do orçamento

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consumismo
Somos bombardeados, especialmente as mulheres, por mensagens que estimulam o consumo excessivo (Getty Images)

Imprevistos com o carro, gastos com saúde, aumento dos impostos. É verdade que essas podem ser questões bem preocupantes para as finanças pessoais. Mas o que realmente costuma ser o grande vilão da saúde financeira dos brasileiros são os maus hábitos de consumo. Na nossa sociedade, existe um apelo muito forte de que precisamos “ter”. Diariamente, somos bombardeados com mensagens que estimulam a compra de produtos de que geralmente não precisamos. Para além da questão patológica, essa busca imediata pelo prazer da compra é muito prejudicial e pode ser a chave que impede que você equilibre seu orçamento.

Nesse cenário, as mulheres costumam ser um alvo ainda mais constante da publicidade, vítimas de mercadorias cada vez mais elaboradas e uma pressão por uma aparência inatingível. A verdade é que o comportamento consumista, além de não trazer benefícios para a saúde financeira, ainda envolve outras questões como os impactos ao meio ambiente e todos os processos envolvidos na fabricação de produtos, por exemplo.

O foco aqui é a educação financeira. Mas, como costumo reforçar, as questões comportamentais é que estão por trás de tudo. Partindo desse ponto, saber identificar seus gastos supérfluos é o primeiro passo para equilibrar as finanças pessoais.

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Para reconhecer se está a ponto de fazer um gasto desnecessário no orçamento, você pode recorrer a algumas perguntas: “Esse objeto fará falta? É possível substituí-lo por outro de menor valor? É possível simplesmente viver sem esse produto?”. Essa dica vale para todas os tipos de compra frequentes - desde roupas, alimentação e outros itens de consumo recorrente - até para gastos menos comuns, como pacotes de TV por assinatura, por exemplo.

Outra dica para quem quer evitar as compras por impulso é a mudança de foco. Ao invés de pensar no prazer instantâneo que a compra de uma maquiagem pode trazer, pense em investir em algo mais duradouro. Como fazer um passeio, uma viagem, algo que demande um planejamento financeiro e que pode ser abalado caso você gaste dinheiro com supérfluos.

Eu costumo comprar ações de empresas que gosto como forma de investir e construir um patrimônio. Uma experiência para quem quer mudar os hábitos, por exemplo, é substituir a compra de artigos nas grandes lojas por compra de ações das mesmas. Pode parecer algo impensável nesse momento, mas serve de parâmetro de como você pode trocar um comportamento que prejudica sua saúde financeira por outro muito mais saudável que contribui para crescer seu patrimônio. É claro que, antes de comprar ações, é preciso se organizar financeiramente e entender como funciona esse mercado.

Driblar o consumo excessivo também exige criatividade. Isso tanto para aproveitar dos objetos que você já tem em casa e evitar gastar com novos, como para criar alternativas para educar seu cérebro a alimentar hábitos mais sustentáveis, que não estejam ligados ao consumo. Nessa hora, é essencial definir as prioridades. São elas que vão guiar quais são os momentos em que você vai gastar dinheiro e os que não.

Estamos num momento de grandes mudanças econômicas que também nos pedem mudanças de comportamento. A exemplo da queda de juros que exigem um movimento dos investidores no Brasil, essas mudanças também nos demandam mais controle financeiro. Cada vez mais, é preciso economizar, gastar menos e tomar consciência sobre nossas escolhas, envolvendo, com certeza, as que se referem ao consumo.

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