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Consumo de carne no Brasil é o menor em 16 anos, diz estudo

Consumo de carne bovina no país vem caindo a cada ano (REUTERS/Pilar Olivares)
Consumo de carne bovina no país vem caindo a cada ano (REUTERS/Pilar Olivares)
  • Aumento do preço e queda da renda ajudam nessa equação

  • Dólar alto, seca e problema com bois contribuem para o alto valor da carne

  • Questão bovina deve se estender até 2023 ou 2024, segundo pesquisador

Que os preços da carne no Brasil não param de aumentar, todo mundo já sabe. E isso, obviamente, tem suas consequências. Uma delas, de acordo com a estimativa calculada por Cesar de Castro Alves - especialista da Consultoria Agro do Itaú BBA, a pedido da BBC News Brasil -, mostra que o consumo de carne no país vem caindo a cada ano. Para efeito de comparação, se for considerar a ingestão por pessoa, chega-se ao número de 24,5 kg por ano, número próximo do registrado em 2005, 16 anos atrás.

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Aumento de preço, queda na renda

Não é preciso ir muito longe para descobrir a causa desta diminuição do consumo de carne bovina no Brasil. Considerando o acumulado em 12 meses, o brasileiro chegou a pagar quase 40% mais pelo produto do que um ano antes. Apesar da ligeira queda nos preços, nos últimos meses, o produto continua inacessível para muitas família - a inflação das carnes estava superior ao índice calculado para todo o grupo alimentos e bebidas (10,81% e 8,9%, respectivamente).

Ao mesmo tempo, de acordo com a Pnad (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios), a renda média real - sem levar em conta a inflação - dos trabalhadores está diminuindo desde outubro de 2020. E isso está intimamente ligado à redução do desemprego, já que as vagas geradas são mais precárias e pagam baixos salários.

Motivos para a alta no preço

Há quatro grandes fatores que ajudam a explicar essa alta nos preços da carne em 2021. São eles: o valor alto do dólar, a seca da região Centro-Sul do Brasil, o aumento nos preços do milho e da soja e a baixa disponibilidade da bovinocultura. Os dois primeiros refletem diretamente no terceiro item, enquanto a seca ampliou o problema no caso dos bovinos - reduzindo as áreas de pasto e obrigando muitos produtores a confinar o gado, o que acabou por elevar as despesas com ração, por exemplo.

Isso tudo, no entanto, acontece em um momento em que o preço da carne já estava pressionado por uma questão estrutural do setor. Até por isso, de acordo com o pesquisador de pecuária do Cepea (Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada), da Esalq/USP, Thiago Bernardino de Carvalho, isso ainda deve se estender por mais alguns anos. "O ciclo que começou em 2018, quando a indústria começava a se recuperar dos impactos da Operação Carne Fraca, deve se estender até 2023 ou 2024", disse.