Mercado fechará em 5 h 8 min
  • BOVESPA

    109.516,27
    +402,12 (+0,37%)
     
  • MERVAL

    38.390,84
    +233,89 (+0,61%)
     
  • MXX

    45.087,56
    +279,00 (+0,62%)
     
  • PETROLEO CRU

    79,05
    +2,34 (+3,05%)
     
  • OURO

    1.642,90
    +9,50 (+0,58%)
     
  • BTC-USD

    20.219,50
    +1.070,55 (+5,59%)
     
  • CMC Crypto 200

    462,19
    +3,05 (+0,66%)
     
  • S&P500

    3.700,41
    +45,37 (+1,24%)
     
  • DOW JONES

    29.564,41
    +303,60 (+1,04%)
     
  • FTSE

    7.037,88
    +16,93 (+0,24%)
     
  • HANG SENG

    17.860,31
    +5,17 (+0,03%)
     
  • NIKKEI

    26.571,87
    +140,32 (+0,53%)
     
  • NASDAQ

    11.457,75
    +141,50 (+1,25%)
     
  • BATS 1000 Index

    0,0000
    0,0000 (0,00%)
     
  • EURO/R$

    5,1444
    -0,0350 (-0,68%)
     

Consumo das famílias sobe 2,6% no segundo trimestre

*Arquivo* SÃO PAULO, SP, 20.07.2022 - Brechó de roupas em São Paulo. (Foto: Bruno Santos/Folhapress)
*Arquivo* SÃO PAULO, SP, 20.07.2022 - Brechó de roupas em São Paulo. (Foto: Bruno Santos/Folhapress)

RIO DE JANEIRO, RJ, E SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - O consumo das famílias, motor do PIB (Produto Interno Bruto) brasileiro, cresceu 2,6% no segundo trimestre de 2022, em relação aos três meses imediatamente anteriores. O resultado foi divulgado nesta quinta-feira (1º) pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).

Já o consumo do governo recuou 0,9%. Em relação aos investimentos, houve aumento de 4,8%.

O PIB total cresceu 1,2% no segundo trimestre no Brasil.

O consumo das famílias é o principal componente do PIB sob a ótica da demanda -ou seja, dos gastos com bens e serviços. Responde por cerca de 60% do cálculo do indicador no país.

"A alta do consumo das famílias está relacionada à volta do crescimento dos serviços prestados às famílias, em decorrência dos serviços presenciais que estão com a demanda represada na pandemia", diz a coordenadora de Contas Nacionais do IBGE, Rebeca Palis.

Segundo ela, também houve crescimento do comércio, melhora do mercado de trabalho, a liberação do saque emergencial do FGTS e a antecipação do 13º de aposentados e pensionistas do INSS. "Tudo isso impactou o consumo, apesar do aumento da inflação e dos juros", afirma Palis.

O resultado do segundo trimestre reflete, em parte, o cenário de retomada de atividades econômicas após o baque da pandemia. O mercado de trabalho também gerou estímulo ao apresentar aumento da ocupação e trégua do desemprego. A inflação elevada, por outro lado, dificulta uma recuperação mais consistente do consumo.

Pressionado pela perda do poder de compra dos brasileiros, o governo Jair Bolsonaro (PL) adotou medidas como a liberação de saques do FGTS (Fundo de Garantia do Tempo de Serviço) e a antecipação do 13º de aposentados no segundo trimestre.

Investimentos O IBGE também informou nesta quinta que os investimentos produtivos na economia brasileira, medidos pelo indicador de FBCF (Formação Bruta de Capital Fixo), subiram 4,8% de abril a junho, em relação aos três meses imediatamente anteriores. A taxa de investimento foi de 18,7% do PIB no segundo trimestre.

Segundo Palis, esse crescimento está ligado às atividades de construção e de informação e comunicação.

"Nessa última atividade, o desempenho positivo está especialmente relacionado ao desenvolvimento de software. Essa é uma das atividades que foram menos impactadas pelos efeitos da pandemia, assim como o setor financeiro, a agropecuária e a indústria extrativa."

O PIB sob a ótica da demanda contempla ainda exportações, importações e consumo do governo.

As exportações caíram 2,5% no segundo trimestre, frente aos três meses imediatamente anteriores. As importações avançaram 7,6% no mesmo período.