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Consumo das famílias fica estagnado no segundo trimestre

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**ARQUIVO** SÃO PAULO, SP, 03.06.2021: Movimentação no Morumbi Shopping. (Foto: Mathilde Missioneiro/Folhapress)
**ARQUIVO** SÃO PAULO, SP, 03.06.2021: Movimentação no Morumbi Shopping. (Foto: Mathilde Missioneiro/Folhapress)

RIO DE JANEIRO, RJ, E SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - Motor da economia brasileira, o consumo das famílias ficou estagnado (0%) no segundo trimestre, em relação aos três meses iniciais deste ano. O dado foi divulgado nesta quarta-feira (1º) pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).

O consumo das famílias é o principal componente do PIB (Produto Interno Bruto) sob a ótica da demanda, respondendo por cerca de 60% do cálculo do indicador.

Após três meses de suspensão, o auxílio emergencial voltou a ser pago no país no começo do segundo trimestre, em abril. Mesmo com a redução nos valores pagos e no número de beneficiários, a retomada do benefício foi vista por analistas como um incentivo ao consumo à época.

Neste momento, a inflação e o desemprego em alta desafiam o poder de compra dos brasileiros. O aumento dos preços vem sendo puxado nos últimos meses pela energia elétrica, que ficou mais cara com a crise hídrica. Já o desemprego chegou a atingir patamar recorde durante a pandemia, e a recuperação do mercado de trabalho tende a ser lenta, segundo analistas.

O IBGE também informou nesta quarta que os investimentos produtivos na economia brasileira, medidos pelo indicador FBCF (Formação Bruta de Capital Fixo), caíram 3,6% no segundo trimestre.

O PIB sob a ótica da demanda contempla ainda exportações, importações e consumo do governo.

As exportações avançaram 9,4% entre abril e junho. Na teoria, o dólar alto incentiva os embarques.

Já as importações, que ficam mais caras com a moeda americana em patamar elevado, tiveram queda de 0,6% no segundo trimestre.

Por fim, o consumo do governo cresceu 0,7% no mesmo período.

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