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Consumo das famílias em supermercados cresce 4,84% em julho

·3 minuto de leitura
*ARQUIVO* SAO PAULO, SP, BRASIL 08.04.2020 Corredor com vários clientes, alguns usando máscara de proteção, no Hipermercado Zaffari do Bourbon Shopping São Paulo. Movimentação durante a semana Santa nos supermercados de Sao Paulo em período de quarentena, por causa da epidemia da Covid-19, na tarde desta quarta-feira (08). (Foto: Mathilde Missioneiro/Folhapress)
*ARQUIVO* SAO PAULO, SP, BRASIL 08.04.2020 Corredor com vários clientes, alguns usando máscara de proteção, no Hipermercado Zaffari do Bourbon Shopping São Paulo. Movimentação durante a semana Santa nos supermercados de Sao Paulo em período de quarentena, por causa da epidemia da Covid-19, na tarde desta quarta-feira (08). (Foto: Mathilde Missioneiro/Folhapress)

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - O consumo das famílias brasileiras aumentou 4,84% em julho deste ano na comparação com junho, mas caiu 1,15% ante o mesmo período do ano passado. No acumulado do ano, o índice foi positivo, ficando em 3,24%. Segundo a Associação Brasileira de Supermercados (Abras), a queda mensal foi a segunda do ano, já que em junho o Índice Nacional de Consumo das Famílias nos Lares Brasileiros havia detectado baixa de 0,68% na comparação com o mesmo mês de 2020. As informações são da Agência Brasil.

Ao comentar nesta quinta-feira (9) o resultado, o vice-presidente institucional da Abras, Marcio Milan, disse que o crescimento mensal pode ser atribuído ao pagamento de R$ 5,5 bilhões da quarta parcela do Auxílio Emergencial, que beneficiou 26,7 milhões de famílias; à distribuição de R$ 1,23 bilhão pelo Bolsa Família para as famílias não elegíveis para a receber tal benefício; à geração de 50.977 postos de trabalho no setor em julho e ao avanço da vacinação contra a covid-19.

Outro fator citado por Milan foi a expansão do setor, com a abertura de novas lojas. “Em julho, foram inauguradas 21 lojas, 42 foram reinauguradas e 13 passaram por algum tipo de transformação para o melhor atendimento do consumidor”, informou.

O levantamento também mostrou que o custo da Cesta Abrasmercado, que inclui 35 produtos de largo consumo (alimentos, cerveja, refrigerante e produtos de higiene), fechou o mês em R$ 668,55, com acréscimo de 0,96% em relação a junho. Comparando com julho de 2020, a alta foi de 23,14%.

A Região Norte permanece com a cesta mais cara do país, no valor de R$ 752,89 (acumulado de 23,49% nos últimos 12 meses), seguida pelas regiões Sul (R$ 734,10), Sudeste (R$ 640,87), Centro-Oeste (R$ 616,68) e Nordeste (R$ 598,22).

De acordo com a Abras, os produtos que mais encareceram no acumulado de 2021 foram açúcar, ovo, carne (dianteiro), café, frango congelado, carne (traseiro), leite longa vida e feijão foram os itens que mais encareceram. No mesmo período, o preço do arroz, pernil e óleo de soja caiu. No acumulado dos últimos 12 meses, o óleo de soja disparou, com 87,3% de alta, seguido pelo arroz, com 39,8%, carne (dianteiro), com 40,6%, carne (traseiro), com 32,9%, pernil, com 24,8%, frango congelado, com 30,8%, açúcar, com 32,6%, café, com 17,8%, ovo, com 12,4%, leite longa vida, com 10,9%, e feijão, com 5%.

Milan ressaltou que o movimento de preços está ocorrendo em todo o mundo. “Nos últimos 12 meses, identificamos aumento em função da exportação de alguns produtos com maior procura e, em função do câmbio que foi bastante favorável."

Lembrando que o número de marcas de qualidade cresceu e que, há valores bem variados, ele recomendou que o consumidor fique atento e pesquise preços. "Temos de 9 a 12 marcas de arroz e feijão no mercado, por exemplo, muitas vezes, em uma mesma loja.”

CAMINHONEIROS

A Associação Brasileira de Supermercados descartou o risco de desabastecimento da rede supermercadista em decorrência dos protestos de caminhoneiros registrados nas rodovias de 15 estados na manhã desta quinta-feira.

A Abras informou que acompanha o monitoramento feito pelo governo federal e a Agência Brasileira de Inteligência (Abin), que indica que o movimento já perdeu força e que pode durar mais um ou dois dias no máximo. “O abastecimento e os preços dos supermercados, portanto, não devem ser afetados, e não existe necessidade de antecipação de compras por parte do consumidor”, concluiu a associação.

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