Consumo cresce, mas já não é em ritmo chinês

Afetado pelo aumento da inflação, pelo fim do corte do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) sobre carros, eletrodomésticos e móveis, e pela inadimplência que demora a cair, o desempenho do comércio varejista deve descer um degrau em 2013, após sete anos consecutivos de crescimento em ritmo chinês. Entre 2006 e 2012, a expansão média foi de 9% ao ano.

Mesmo assim, o setor deve, mais um vez, superar neste ano o crescimento da economia como um todo, projetado em cerca de 3%, segundo o último Boletim Focus do Banco Central. Consultorias privadas e entidades representativas do varejo esperam uma expansão do volume de vendas entre 4% e 7% em 2013, acima, portanto, das previsões para o Produto Interno Bruto (PIB).

As vendas do varejo restrito encerraram 2012 com alta de 8,4% na comparação com 2011 e cresceram 8% no varejo ampliado, quando se levam em conta veículos e materiais de construção, segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Entre 2006 e 2012, o volume de vendas do varejo ampliado acumulou alta de quase 90%. Isso quer dizer que o comércio praticamente dobrou de tamanho em menos de uma década.

Mas, em dezembro último, pela primeira vez depois de seis meses seguidos de crescimento, soou o sinal de alerta. As vendas do comércio caíram 0,5% na comparação com o mês anterior, descontadas as influências normais do período. Na comparação com dezembro de 2011, o crescimento foi de 5%, uma taxa anual menor do que em meses anteriores. Na avaliação da economista Mariana Oliveira, da consultoria Tendências, esse novo ritmo de crescimento do varejo deve prevalecer. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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