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Consumo aparente de aço recua 2,7% em 2019, diz Aço Brasil

Ana Paula Machado

Produção de aço bruto caiu 9% no ano passado, para 32,2 milhões de toneladas O consumo aparente de aço no Brasil recuou 2,7% no ano passado, para 20,6 milhões de toneladas. Em dezembro, o consumo de produtos siderúrgicos foi de 1,5 milhão de toneladas, 4,1% inferior ao apurado no mesmo período de 2018. Os dados foram divulgados nesta quinta-feira pelo Instituto Aço Brasil (IABr).

O presidente executivo do Aço Brasil, Marco Polo de Mello Lopes, disse que o segundo semestre do ano passado ocorreu uma melhora na atividade siderúrgica em comparação com a primeira metade de 2019. “Para os próximos seis meses, esperamos melhorar a utilização da capacidade instalada com a melhora da economia sinalizada com as medidas adotadas pelo governo”, disse o dirigente em um vídeo divulgado pela entidade.

A produção de aço bruto, de acordo com o Aço Brasil, chegou a 32,2 milhões de toneladas em 2019, o que representa uma queda de 9,0% frente ao apurado em 2018.

No período, foram fabricadas 22,2 milhões de toneladas de laminados, queda de 6,3% em relação ao registrado no ano anterior. A produção de semiacabados totalizou 8,8 milhões de toneladas no ano passado, uma retração de 10,9% frente ao volume de 2018.

Em dezembro de 2019, a produção de aço bruto foi de 2,4 milhões de toneladas, uma redução de 10,8% frente ao apurado no mesmo mês de 2018. Já a produção de laminados foi de 1,4 milhão de toneladas, 14,3% inferior à registrada em dezembro de 2018. A produção de semiacabados foi de 873 mil toneladas, queda de 2,5%.

As importações de aço alcançaram 2,4 milhões de toneladas em 2019, recuo de 1,9%, e US$ 2,5 bilhões, 5,9% inferior a 2018. Em dezembro, foram importadas de 133 mil toneladas, movimentando US$ 148 milhões, uma queda de 16,9% e 11,4%, respectivamente.

Já as exportações no ano passado somaram 12,8 milhões de toneladas de aço, ou US$ 7,3 bilhões, em 2019, queda de 8,1% e 17,5%, respectivamente. Em dezembro, foram exportadas 1,0 milhão toneladas, ou US$ 502 milhões, o que resultou em queda de 21,5% e 32,4%, respectivamente.