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Consumidores americanos guardam dinheiro após quitarem dívidas

Vince Golle e Henry Ren
·2 minuto de leitura

(Bloomberg) -- Oito meses após o início da pandemia, as finanças dos americanos estão na melhor fase das últimas décadas.É uma conclusão aparentemente incongruente, considerando as paralisações das empresas no início do ano e o aumento coincidente do desemprego - e certamente não se aplica a todas as famílias igualmente. Mas destaca a força da economia dos EUA e quão poderosa foi a resposta monetária e fiscal combinada do Federal Reserve, do Congresso e do governo Trump.Os juros das hipotecas em mínimas históricas, que refletem a política ultrafrouxa do Fed, geraram uma onda constante de refinanciamentos e permitiram que proprietários reduzissem os pagamentos mensais ou usassem o patrimônio. Os americanos também têm guardado mais dinheiro, ajudados em parte pelo estímulo do governo.

O ônus do serviço da dívida das famílias também diminuiu consideravelmente, em um cenário totalmente diferente da crise financeira de 2007-2009 que levou anos para ser amenizada. Isso, por sua vez, é um bom presságio para os gastos dos consumidores e sua capacidade de impulsionar a recuperação econômica durante um período marcado por forte aumento dos casos de coronavírus.

“O consumo nos Estados Unidos é relativamente estável e, honestamente, relativamente melhor do que poderíamos ter temido no auge da pandemia no segundo trimestre de 2020”, disse Marianne Lake, presidente para empréstimos ao consumidor do JPMorgan Chase, em conferência virtual em 9 de novembro. “A disposição do consumidor em continuar gastando é um sinal bastante positivo para uma espécie de recuperação econômica mais ampla.”

Um relatório do governo na terça-feira deve mostrar que as vendas no varejo registraram outro sólido aumento em outubro, porém mais moderado.

E, apesar do aumento dos casos de Covid-19, economistas projetam crescimento econômico a uma taxa anualizada de 4% neste trimestre nos EUA, inalterada em relação à previsão de outubro - embora abaixo do ganho recorde do período anterior, de acordo com pesquisa da Bloomberg.

Embora a pandemia tenha sido financeiramente mais difícil para famílias da classe trabalhadora do que para as ricas, que têm guardado a maior parte do dinheiro, os dados mostram que elas também têm mais recursos no banco agora. Isso é importante porque é muito mais provável que gastem esse dinheiro - dando impulso à economia - do que os ricos.

Ian Shepherdson, economista-chefe da Pantheon Macroeconomics, disse que é possível que as estimativas de crescimento econômico para os próximos trimestres sejam revisadas para cima, ainda mais “porque há uma enorme quantidade de dinheiro esperando para ser gasto”.

No entanto, com o ressurgimento da pandemia de coronavírus, “as pessoas não poderão gastar até que seja seguro voltar a sair”.

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©2020 Bloomberg L.P.