Consumidor ficou mais confiante em dezembro, aponta Fecomercio-SP

SÃO PAULO – A confiança do consumidor da região metropolitana de São Paulo cresceu frente ao que foi apontado em novembro. Neste mês de dezembro, o indicador que mede a confiança subiu 1,3% no intervalo mensal, passando de 159,7 pontos para 161,8 pontos.

Os dados estão de acordo com o ICC (Índice de Confiança do Consumidor), divulgado nesta quinta-feira (27) pela Fecomercio-SP (Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo).

Segundo informou a assessoria técnica da Federação, a elevação do ICC em dezembro reflete o quadro de otimismo no qual se depara o consumidor paulistano. Além disso, “o mercado de trabalho é o fator preponderante para atual magnitude de confiança do indicador”, afirmou o levantamento, que ainda disse que uma maior taxa de ocupação vem levando à ampliação da renda e das concessões das carteiras de crédito, influenciando diretamente a percepção do consumidor de São Paulo.

De acordo com a Fecomercio-SP, outro ponto importante é que a sazonalidade do mês de dezembro, cuja renda do consumidor é normalmente alavancada pela entrada dos recursos advindos do 13º salário, também permitiu percepções ainda mais otimistas vinculadas ao presente.

Condições atuais e futuras
Para a elaboração do índice geral são levados em consideração outros dois indicadores: o IEC (Índice de Expectativas do Consumidor) e o Icea (Índice das Condições Econômicas Atuais). Em dezembro, segundo informou a instituição, os dois níveis apresentaram assimetria.

O primeiro, que mede a percepção de como estará a economia daqui a 12 meses, registrou recuo de 1% em dezembro, em comparação com novembro. O fator que incentivou esta queda foi a retração de 3,4% no índice do grupo de consumidores com renda superior a dez salários mínimos. Já o público com renda inferior a isto atingiu um aumento de 0,3%.

Com relação ao Icea, que avalia a satisfação dos consumidores com o momento atual da economia, o índice apresentou alta de 5,1% sobre o mês anterior, impulsionado pela elevação de confiança do público feminino, com alta de 6,6%.

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