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Construtoras podem economizar até R$ 700 mi com alteração em norma

Jader Lazarini
Construtoras podem economizar até R$ 700 mi com alteração em norma

De acordo com a Secretaria de Política Econômica do Ministério da Economia, a simplificação de normas na segurança e saúde do trabalho no setor de construção civil poderá fazer com que as construtoras economizem de R$ 280 milhões a R$ 700 milhões por ano.

A revisão da Norma Regulamentadora 18 (NR 18) foi divulgada na última terça-feira (10) pela Secretaria de Trabalho e Emprego. A pasta econômica considera a economia de R$ 470 milhões ao ano, valor próximo da faixa intermediária, mais factível às construtoras frente as perspectivas mais conservadoras e otimistas.

As estimativas foram baseadas em informações da Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC) e da Pesquisa Anual da Indústria da Construção (PAIC) de 2017.

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Segundo os estudos, a flexibilização da NR 18 cortará em 33% as despesas com treinamento básico de segurança. Isso foi possível pois a carga horária do treinamento foi reduzida de seis para quatro horas. Além disso, o orçamento para saúde, segurança e meio ambiente no trabalho das construtoras, a depender da atividade, poderão cair em 5% ou 10%.

Construtoras poderão gerar mais empregos

No evento de lançamento da NR 18, na última terça, em São Paulo, o secretário de Trabalho e Emprego do Ministério da Economia, Bruno Dalcomo, afirmou que a nova norma é mais simples, objetiva e mais fácil de ser averiguada pelas autoridades.

“No momento em que a construção civil vem liderando essa retomada do crescimento econômico, é preciso que nós tenhamos normas que, por um lado, sejam mais simples, mais desburocratizadas, mas que, ao mesmo tempo, garantam a saúde e a segurança do trabalhador”, salientou.

Para José Carlos Martins, presidente da CBIC, a desburocratização da norma acelera as obras das construtoras. “A NR 18 agora diz o que deve ser feito, não como deve ser feito. Ou seja, a responsabilidade é do construtor, das pessoas que vão cuidar da saúde e da segurança do trabalho”, afirmou.