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Construtora de subestação de Macapá tem histórico de problemas no país

NICOLA PAMPLONA
·3 minuto de leitura

RIO DE JANEIRO, RJ (FOLHAPRESS) - A empresa responsável por construir a subestação que pegou fogo no Amapá, deixando o estado quase inteiro às escuras, já foi multada pela Aneel (Agência Nacional de Energia Elétrica) por condições inadequadas e falha na manutenção de equipamentos em outra instalação do mesmo sistema. Vencedora de licitação em 2008 para construir e operar o sistema de transmissão que conectou o Amapá ao sistema energético nacional, a espanhola Isolux teve uma série de problemas em suas concessões no país e pediu recuperação judicial em 2016. Hoje, o sistema do Amapá é operado pela Gemini Energy. A multa da Aneel, de R$ 486 mil, foi aplicada em 2019 após fiscalização da agência reguladora na subestação Oriximiná, no Pará, por cinco não conformidades no local, incluindo a não execução de manutenções preventivas nos equipamentos. A subestação também compõe o sistema de transmissão que liga a hidrelétrica de Tucuruí a Macapá e Manaus. O sistema foi leiloado em 2008 e entrou em operação com atraso em 2015, substituindo a geração de energia a óleo nos sistemas isolados da região. As subestações têm como função converter a tensão da energia para o transporte em grandes quantidades por linhas de transmissão. Algumas aumentam a tensão para inserção nas linhas e outras reduzem para a distribuição nas cidades. Precisam ter equipamentos redundantes, isto é, que sirvam como reserva para casos de falha daqueles em uso. Em Macapá, o transformador reserva está em manutenção desde dezembro. Como os outros dois foram afetados pelo incêndio, não havia reserva para retomar o fornecimento, ainda que parcial. O prazo de manutenção do equipamento chama a atenção de especialistas do setor elétrico. Um executivo disse à Folha que esse tipo de operação normalmente leva em torno de seis meses. Procurada, a Gemini não comentou o prazo para entrega do equipamento. O ONS (Operador Nacional do Sistema Elétrico) diz que foi informado da parada do equipamento e que o prazo para manutenção "varia muito conforme o problema apresentado". Já a Aneel diz que tem trabalhado para agilizar os prazos de investigação da ocorrência. Em nota, a Gemini diz que assumiu o controle da LMTE (Linhas de Macapá Transmissão de Energia) em janeiro de 2020 e que seus esforços "se concentraram em estabilizar e reforçar a operação dos ativos". "A empresa teve seus processos revisados e aprimorados com a participação de prestadores de serviço de primeira linha", afirma. O histórico da Isolux mostra uma grande variedade de atrasos e problemas em projetos, que chegaram a culminar com a cassação de concessões por órgãos reguladores. Um deles foi a linha de transmissão que traz energia da usina de Belo Monte, no Pará, para as regiões Sul e Sudeste. Em parceria com a também espanhola Abengoa, a Isolux venceu licitação para um dos linhões, mas o projeto foi abandonado e depois assumido pela chinesa State Grid. Com o atraso, o consórcio Norte Energia, que opera a usina, pede à Aneel indenização por perdas com as restrições à venda de eletricidade do projeto. A companhia também teve conflitos com os governos de Minas Gerais e da Bahia, por problemas na construção de rodovias, e de São Paulo, que havia contratado a empresa para construir a linha 4 do metrô da capital.