Mercado abrirá em 9 h 16 min

Construch usa pré-montados e algoritmo para agilizar construções

Foto: Getty Images

Por Matheus Mans

O setor da construção civil sempre dependeu do tijolo, do cimento e de cálculos. Durante anos, especialistas e empreendedores não viam meios de inovar neste mercado. Agora construtechs estão tornando o setor mais ágil, barato, simples e sustentável. É o caso da Ambar, que quer transformar o canteiro de obras.

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Para isso, a empresa trabalha em duas frentes. Na primeira, a startup foca na “industrialização”: a fabricação de peças pré-montadas, que se adequam às obras das construtoras. Dessa forma, pedaços da obra saem prontos da fábrica da Ambar, que reduz custos e tempo de construção de casas e apartamentos.

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“Nossa visão inicial na Ambar foi a de industrializar a construção”, afirma Bruno Balbinot, CEO da Ambar, com vasta experiência do mercado automobilístico. “Mas começamos a entender que havia mais oportunidades. Poderíamos integrar a cadeia, que é muito fragmentada, com uma conversa cheia de buracos. Havia oportunidade para organizá-la”.

Assim, enquanto isso, a outra unidade de negócios trabalha com o “software” da construção civil. Dentre outras coisas, a startup é responsável pelo EVA, software que permite construir virtualmente o empreendimento, simular etapas da obra, integrar e acompanhar o orçamento, controlar a execução, fazer a gestão dos contratos, dentre outras atividades.

Segundo testes realizados previamente pela Ambar, o uso de uma solução como a EVA, que aumenta a previsibilidade, pode reduzir o custo de uma obra em cerca de 15%. 

Com essas soluções, algumas das maiores construtoras e incorporadoras do Brasil são clientes da Ambar, como Cyrela e Vitta Engenharia. Desde a fundação da empresa, em 2013, cerca de 450 mil unidades habitacionais foram construídas usando soluções da startup. Hoje, elas estão presentes em cerca de 700 canteiros de obras pelo Brasil.

Mercado da Ambar

Com esse cenário, Balbinot diz estar animado com o mercado de construção. “Há uma proliferação de construtechs, o que é muito positivo para o setor”, diz. “Vejo que elas ainda trabalham com soluções pontuais. Nós, em contrapartida, estamos tentando abordar a construção de maneira mais holística com nossas iniciativas industrialização e integração”.

Bruno Balbinot, CEO da Ambar (Foto: Divulgação)

Para o futuro, porém, o executivo da Ambar quer alçar voos ainda mais altos e arriscados.

“A gente pode ser uma das empresas a liderar a transformação do setor da construção. Isso tanto pensando em novas construções quanto em reformas”, diz. “O objetivo é melhorar a qualidade das obras, suavizar a jornada de quem constrói e melhorar as relações. Estamos começando pelo Brasil, mas no futuro estaremos em muito mais lugares”.

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