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Construção reduz projeção de crescimento de 4% para 2,5% em 2021

FERNANDA BRIGATTI
·3 minuto de leitura

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - A Cbic (Câmara Brasileira da Indústria da Construção) revisou para baixo a projeção de crescimento do PIB (Produto Interno Bruto) do setor para 2021. Dos 4% previstos em janeiro, a entidade agora estima que o resultado não passe de 2,5%.

O corte no orçamento dos fundos de Arrendamento Residencial (FAR) e de Desenvolvimento Social (FDS) ainda poderá piorar esse resultado e a entidade não descarta nova revisão para baixo.

Esses fundos perderam boa parte dos recursos previstos para 2021 no pacote de vetos feitos pelo presidente Jair Bolsonaro (sem partido) ao Orçamento, resultado de um acordo para viabilizar a sanção da peça.

As entidades ligadas à indústria de obras calculam que 215 mil unidades residenciais estejam sob risco de paralisação caso o governo não resolva a questão de caixa. No FAR, o corte foi de 98%: de R$ 1,54 bilhão, apenas R$ 27 milhões foram mantidos no Orçamento, segundo cálculo do Sinduscon-SP (sindicato da indústria da construção.

José Carlos Martins, presidente da Cbic, diz que esse dinheiro é o suficiente para bancar apenas algumas semanas de obras. "São todos contratos antigos ou de obras retomadas, que tinham parado por falta de pagamento", diz. Para ele, o governo Bolsonaro "tem a obrigação de dar uma solução" para essas obras.

Até o momento, a entidade não conseguiu resposta quanto ao que o governo pretende fazer para honrar os pagamentos.

Martins chegou a dizer, durante coletiva nesta quinta (29), que a solução poderia vir até mesmo fora do teto de gastos. Depois, disse que o Congresso avalia a readequação de rubricas de gastos. "Com isso, a gente entende que eles devem encontrar um espaço para ajudar o setor".

A indústria da construção também não conseguiu avançar em outros pleitos junto ao governo federal, como os pedidos de redução temporária dos impostos para a importação de insumos e matérias-primas.

"A gente entende que o governo tem que dar uma solução para a situação das matérias-primas, e que seja dentro [das regras] do mercado. O governo não tem capacidade de colocar material na praça, mas pode agir com políticas para melhorar a entrada de produtos", diz o dirigente.

Para ele, a construção civil precisa de um choque de oferta para resolver temporariamente dificuldades com prazos de entregas e preços. A Cbic atribui a queda de diversos indicadores de confiança do setor calculados junto à CNI (Confederação Nacional da Indústria) aos problemas de abastecimento de matérias-primas.

Entre o fim de 2020 e o primeiro trimestre deste, o índice que mede a situação financeira das empresas que atuam no segmento recuou cinco pontos, caindo de 47,2 para 41,9. A média histórica é de 44 pontos. Em março, o nível de atividade do setor, em 44,9, chegou ao menor patamar desde junho de 2010. Na sondagem da CNI, a tendência de queda sempre que um indicador fica abaixo de 50 pontos.

A falta de matéria-prima ou o custo alto apareceu pelo segundo trimestre consecutivo como o maior problema apontado pelos empresários da construção civil. A dificuldade foi citada por 57,1% construtores, mais do a elevada carga tributária (24,7%), historicamente a maior queixa do setor. "Sem uma solução, temos o risco de aumentar os esqueletos de obras Brasil afora", diz José Carlos Martins, da Cbic.

Segundo a CNI, conforme o desabastecimento de matérias-primas se agrava, o nível de atividade do setor cai. A combinação de recuos acaba esfriando a confiança dos empresários em fazer novos investimentos, segundo o gerente de análise econômica da CNI, Marcelo Azevedo.

O índice de intenção de investimento da construção saiu de 44 pontos, em janeiro, para 36,4 pontos em abril. O indicador que mostra as expectativas para lançamentos nos próximos seis meses ainda está com tendência positiva, mas, segundo a Cbic, perdeu dinamismo. De 56,5 ponto em janeiro, caiu a 51,9 em abril.