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Conservadores britânicos têm histórica vitória em reduto trabalhista

·3 minuto de leitura
Mulher chega a uma seção eleitoral em um parque em Hartlepool, em 6 de maio de 2021, no nordeste da Inglaterra

O Partido Conservador do primeiro-ministro Boris Johnson obteve uma vitória histórica em Hartlepool, reduto do Partido Trabalhista no nordeste da Inglaterra, em uma eleição complexa que pode ser crucial para a unidade do Reino Unido.

De acordo com os primeiros resultados anunciados após a votação de quinta-feira, a candidata conservadora a uma vaga no Parlamento de Westminster, Jill Mortimer, obteve 15.529 votos, quase o dobro de seu adversário trabalhista Paul Williams.

É a primeira vez, desde que este assento foi criado em 1974, que Hartlepool, localidade integrada no "muro vermelho" esquerdista do norte desindustrializado da Inglaterra, elege um parlamentar de direita.

"É um resultado muito encorajador", disse Johnson a repórteres durante uma visita oficial. "Acho que é realmente porque nos concentramos, como governo, nas prioridades das pessoas e na recuperação da pandemia", acrescentou.

Essa votação, que somou eleições municipais e regionais, além do assento nacional de Hartlepool, é o primeiro teste eleitoral para os conservadores, após a entrada em vigor do Brexit e o surgimento do coronavírus.

Johnson foi inicialmente amplamente criticado por sua gestão errática da crise sanitária, mas agora vê sua popularidade impulsionada pelo sucesso de sua campanha de vacinação.

- "Devastador" -

Para o líder do Partido Trabalhista, Keir Starmer, esse resultado é um mau presságio antes das eleições gerais de 2024.

Quando assumiu as rédeas da legenda há um ano, após o fracasso eleitoral de seu antecessor Jeremy Corbyn nas eleições legislativas de 2019, Starmer prometeu colocar nos trilhos o partido que então havia perdido inúmeras cadeiras do "muro vermelho" para os conservadores.

Mas, depois da esperança, está tendo dificuldade em convencer.

"Este é um resultado devastador para os trabalhistas, absolutamente devastador. Hartlepool foi trabalhista por meio século e, agora, estar nas mãos dos conservadores é de partir o coração", declarou na rede BBC o trabalhista Steve Reed.

Assim, apesar das 127.000 mortes por covid-19 - o maior balanço da Europa - e dos recentes escândalos de clientelismo e de possível corrupção, o polêmico primeiro-ministro britânico passou em seu primeiro teste eleitoral com boas notas.

"Não vamos esquecer: Johnson alcançou o Brexit, é popular entre aqueles que votaram pela saída da União Europeia, o governo conservador gastou somas astronômicas durante a pandemia e supervisionou uma campanha de vacinação muito bem-sucedida", e "a economia está em recuperação", analisou Jane Green, professora de Ciência Política da Universidade de Oxford, no Twitter.

- E a Escócia? -

Johnson tem, porém, um teste muito mais importante a superar: o ímpeto que os separatistas esperam alcançar na Escócia, onde um novo Parlamento regional foi votado no âmbito de uma "Super Quinta-feira" e que reuniu um grande número de eleições.

Nesta região de 5,4 milhões de habitantes, o Partido Nacionalista Escocês (SNP) da primeira-ministra Nicola Sturgeon, que governa em minoria, espera angariar um apoio forte para levar adiante seu projeto de um segundo referendo de independência.

Na primeira consulta, em 2014, o "não" venceu por 55%.

O grande argumento contra a separação foi que deixaria a Escócia fora da UE. Paradoxalmente, dois anos depois, o referendo sobre o Brexit inverteu a situação, e os escoceses acabaram deixando o bloco com o restante do país, apesar de terem rejeitado a saída por 62%.

Sturgeon argumenta que isso mudou o cenário e espera fortalecer sua posição para pressionar Londres.

Os primeiros resultados devem ser anunciados nesta tarde, mas a maior parte chegará apenas no fim de semana.

Cerca de 48 milhões de eleitores foram chamados na quinta-feira para eleger 5.000 vereadores de 143 assembleias locais na Inglaterra, os parlamentos regionais do País de Gales e da Escócia e o prefeito de Londres.

Em Londres, o trabalhista Sadiq Khan, o primeiro prefeito muçulmano de uma capital ocidental, deve prevalecer sem dificuldade.

bur-acc/tjc/mr/tt

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