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Conservadores alemães esboçam era pós-Merkel

·3 minuto de leitura
Armin Laschet e Markus Söder com a chanceler Angela Merkel em 21 de junho de 2021 em Berlim

Favoritos nas próximas eleições, os conservadores alemães revelaram seu programa, nesta segunda-feira (21), com a promessa de não aumentar os impostos, apesar do custo da pandemia e de facilitar empregos de poucas horas, para ganhar eleitores sem sua líder Angela Merkel.

Após uma luta implacável para liderar o bando conservador da chanceler nas eleições legislativas de 26 de setembro, Armin Laschet, o candidato escolhido, e Markus Söder, seu rival popular da Baviera, apresentaram o programa juntos nesta segunda em uma entrevista coletiva.

O texto de 139 páginas foi adotado no domingo (20) em uma reunião a portas fechadas da liderança da união conservadora CDU-CSU.

O tempo é curto: os democratas-cristãos são os últimos a revelar o que farão, se permanecerem no comando da Alemanha, após os 16 anos de Merkel no poder.

A chanceler aprovou o programa, que, segundo ela, deixa claro o fato de que o mundo pós-pandemia vive "uma mudança de era", segundo participantes de um encontro da CDU.

Os conservadores parecem começar com o pé direito. Após meses de queda, em que foram superados em número pelos ambientalistas, estão novamente no topo das intenções de voto, com cerca de 30%, segundo pesquisas.

"Queremos o melhor resultado possível", proclamou Armin Laschet, considerado um adepto moderado da continuidade de Merkel.

"Ficaria satisfeito com um resultado de 32%, 33%, ou 35%", acrescentou, ou seja, semelhante ao das eleições anteriores de 2017 (32,9%).

Embora impopular, Laschet - presidente da CDU e líder da região Renânia do Norte-Vestfália - se beneficia dos erros cometidos pelos Verdes, seus adversários mais perigosos.

Os "Grünen" e sua candidata, Annalena Baerbock, perderam terreno, com 20% das intenções de voto, contra mais de 25% há algumas semanas.

Vários erros e seu apelo impopular a favor do aumento do preço da gasolina - em um país onde o carro é rei -, ou pela aplicação de restrições a voos baratos, têm afetado os ambientalistas.

"Com os Verdes, teríamos grandes incertezas no país, uma política ideológica e muitas proibições", enfatizou Söder no domingo.

No entanto, a direita alemã não quer ir longe demais nas críticas aos Verdes que, segundo as pesquisas, poderiam ser parceiros da futura coalizão governamental, talvez estendida aos liberais do FDP.

Laschet parece ter conseguido superar seus problemas de ego e está determinado a aproveitar o clima de recuperação pós-pandemia para permanecer no poder por mais quatro anos.

As principais medidas do programa vazaram no fim de semana.

Em seu programa de "estabilidade e renovação", os conservadores se opõem ao aumento de impostos, apesar de um nível de dívida sem precedentes vinculado à pandemia.

"Depois da pandemia, o aumento de impostos não é o caminho a seguir", estipula o documento. O aumento dos impostos seria um "obstáculo para a recuperação da nossa economia", acrescenta o texto.

Os conservadores continuam empenhados em restabelecer o mecanismo de freio da dívida, suspenso durante a pandemia. Faz parte da Lei Básica alemã e proíbe endividamento acima de 0,35% do Produto Interno Bruto (PIB) ao ano.

"Temos que investir com ousadia a partir de agora. Isso custa dinheiro", reagiu Baerbock.

A receita para conciliar ausência de aumento de impostos e redução do déficit permanece um tanto vaga por enquanto, visto que os conservadores descartam a mudança da idade de aposentadoria, hoje 67 anos.

Será desenvolvido o mecanismo de "minijobs", trabalhos de poucas horas, particularmente afetados pelas restrições sanitárias.

Os conservadores querem aumentar o teto salarial para 550 euros (cerca de US$ 650), o que deve estimular o interesse dos empregadores no dispositivo criado pelos social-democratas em 2002.

Com relação aos compromissos climáticos, os conservadores recuperam em seu programa a meta nacional da Alemanha de neutralidade de carbono até 2045, reduzindo as emissões de gases de efeito estufa em 65% até 2030, na comparação com 1990.

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