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Conselho francês vê efeito limitado em proposta de tributação global, diz FT

Valor

Estudo sobre proposta da OCDE não vê ganhos substanciais a economias desenvolvidas, como França e EUA, e diz que seriam criadas complexidades tributárias adicionais A proposta de tributação global de grandes companhias multinacionais a partir das suas vendas nos respectivos países, que está sendo elaborada pela Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), não deve oferecer receitas adicionais, avalia o Conselho Francês de Análise Econômica.

A entidade é independente do governo da França, atuando como consultora na área econômica. Uma simulação feita pelo Conselho, informa o “Financial Times” , aponta que a mudança na incisão de tributos corporativos não representaria ganho substancial aos governos da França, Alemanha, Estados Unidos e China. O estudo ainda concluiu que a reformulação do cenário tributário global criaria novas complexidades burocráticas.

A estimativa é de que França e Alemanha, por exemplo, teriam um ganho de apenas 0,3% na receita tributária corporativa.

Mais efetiva do que a possibilidade de tributar companhias de acordo com suas vendas nos países pode ser a segunda proposta da OCDE, que prevê um tributo corporativo mínimo global, o que reduziria incentivos à evasão fiscal. Ao mesmo tempo, a primeira proposta teria mais chances de ser implementada, enquanto a segunda deve enfrentar maior resistência.