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Conselho da Google é processado por esconder denúncias de assédio sexual

Natalie Rosa
Um acionista registrou em um tribunal dos EUA um processo contra a Google com a acusação de que a empresa tentou encobrir casos de assédio sexual. Em 2017, uma reportagem revelou que um dos executivos acusados recebeu US$ 90 milhões para deixar a companhia

O conselho da Alphabet, empresa "mãe" da Google, está sendo processado por um acionista por tentar esconder as denúncias de assédio sexual de seus executivos, como Andy Rubin, um dos criadores do Android, entre os anos de 2014 e 2016.

A ação judicial foi registrada em um tribunal de São Francisco, na Califórnia, afirmando que "a conduta ilegal dos diretores permitiu que os comportamentos sexuais impróprios proliferassem e continuassem". O documento ainda relata que os membros do conselho da Alphabet sabiam do que havia acontecido, sendo então responsáveis por facilitar diretamente o assédio e discriminação sexual.

As denúncias começaram a vir à tona quando o periódico The New York Times revelou que a Google estava protegendo Rubin, que havia sido denunciado por má conduta sexual, pelo fato de a empresa oferecer um acordo de US$ 90 milhões para a sua saída silenciosa.

Rubin, no entanto, não foi o único. Com a obtenção de documentos corporativos e judiciais, além de entrevistas com mais de 30 executivos e funcionários antigos e atuais da companhia, o The New York Times descobriu que ele foi apenas um dos três acusados protegidos pela Google na última década.

A renúncia de Rubin foi um pedido de Larry Page, executivo-chefe da Alphabet e um dos fundadores da Google, em 2014, quando o criador do Android foi acusado de ter abusado sexualmente de uma funcionária em um hotel.

Em nota, depois da polêmica começar a circular, o CEO da Google, Sundar Pichai, revelou ter demitido 48 funcionários pelo mesmo motivo nos últimos dois anos. O caso chegou a render processosem todo o mundo em novembro do ano passado.

Fonte: Canaltech