Mercado abrirá em 4 h 28 min
  • BOVESPA

    119.297,13
    +485,13 (+0,41%)
     
  • MERVAL

    38.390,84
    +233,89 (+0,61%)
     
  • MXX

    47.503,71
    +151,51 (+0,32%)
     
  • PETROLEO CRU

    61,05
    +0,87 (+1,45%)
     
  • OURO

    1.747,20
    -0,40 (-0,02%)
     
  • BTC-USD

    64.587,64
    +3.698,92 (+6,07%)
     
  • CMC Crypto 200

    1.397,87
    +103,88 (+8,03%)
     
  • S&P500

    4.141,59
    +13,60 (+0,33%)
     
  • DOW JONES

    33.677,27
    -68,13 (-0,20%)
     
  • FTSE

    6.899,15
    +8,66 (+0,13%)
     
  • HANG SENG

    28.900,83
    +403,58 (+1,42%)
     
  • NIKKEI

    29.620,99
    +82,29 (+0,28%)
     
  • NASDAQ

    13.994,50
    +18,75 (+0,13%)
     
  • BATS 1000 Index

    0,0000
    0,0000 (0,00%)
     
  • EURO/R$

    6,8422
    +0,0110 (+0,16%)
     

Conselho de Ética arquiva processo contra Eduardo Bolsonaro por declarações sobre AI-5

Adriana Mendes
·3 minuto de leitura

BRASÍLIA — O Conselho de Ética da Câmara decidiu arquivar nesta quinta-feira a representação contra o deputado Eduardo Bolsonaro(PSL-SP) por declarações sobre a volta do AI-5, ato que cassou asliberdades individuais durante a ditadura militar. O placar foi de 12 votos a 5 pelo arquivamento.

Em parecerpreliminar, o deputado Igor Timo (Podemos-MG) não considerou o casocomo quebra de decoro parlamentar. Ele justificou que a conduta doparlamentar se tratou de “fatos atípicos”.

Após um pedido devista (mais tempo para análise) os deputados da oposição Fernanda Melchionna (PSOL-RS) e Paulo Guedes (PT-MG) apresentaram na sessão de hoje votos em separado paracontinuidade do processo no colegiado, mas foram derrotados.

— É inadimissivel que o Conselho de Ética apove esse relatorio. É uma vergonha — disse Melchionna.

Os deputados ainda podem recorrer ao plenário para pedir novaanálise da representação. Se o recurso tiver 51 assinaturas e foraprovado em plenário, o caso volta a ser discutido no Conselho deÉtica.

Em sua defesa Eduardo Bolsonaro afirmou que não incitou desrespeito à Constituição, negou mais uma vez que defenda a ditatura e fechamento do Congresso. Disse que estava "tranquilo" e criticou o "vale tudo" da oposição.

— Para os meus adversários políticos de esquerda a ética deles é fazer o vale tudo para alcançar seus objetivos políticos, não existe princípio. Para eles vale até determinados tipos de condutas, como roubar e depois dizer que a pessoa é inocente. Esses mesmo que me acusam de ter conduta ditatorial , ou o próprio presidente Jair Bolsonaro que nunca matou uma pessoa em sua vida, esses mesmos que o acusam de genocida fazem apologia a revolução bolchevique — disse Eduardo Bolsonaro.

Eduardo Bolsonaro foi denunciado após dar entrevista à jornalistaLeda Nagle, em 2019, quando disse que "se a esquerdaradicalizasse a resposta poderia vir via um novo AI-5”. Naocasião, afirmou que o país chegaria a um momento parecido com o"final dos anos 60", "quando sequestravam aeronaves"e "executavam-se e sequestravam-se grandes autoridades.

— Sea esquerda radicalizar a esse ponto, a gente vai precisar ter umaresposta. E a resposta, ela pode ser via um novo AI-5, via umalegislação aprovada através de um plebiscito, como aconteceu naItália. Alguma resposta vai ter que ser dada — afirmou Eduardo.

Bela Megale:O ‘azarão’ que ganha força com Bolsonaro para próxima vaga no STF

Foram protocoladasduas representações no colegiado , uma pela Rede, e outra assinadapor PSOL, PT e PC do B, que foi incorporada à primeira.

Após repercussão negativa das declarações, o filho do presidenteJair Bolsonaro pediu desculpas argumentando que houve uma"interpretação deturpada" do que foi falado, que nãohavia uma proposta para a volta do ato institucional decretadodurante a ditadura militar e que afronta a Constituição de 1988.

Ao defender o arquivamento do caso no conselho no segunda-feira ,Eduardo Bolsonaro se referiu ao seu mandato no Congresso e ao papelde seu pai, o presidente Jair Bolsonaro, afirmando ser o menosinteressado na medida porque “o poder já está em nossas mãos”.

No final defevereiro, o conselho arquivou representação protocolada pelo PSLa pedido da deputada Joice Hasselmann (PSL-SP), que o acusou Eduardo de ter quebrado o decoro ao promover um "linchamento virtual"contra ela, por postagens consideradas "difamatórias einjuriosas" nas redes sociais.