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Conmebol transfere para o Paraguai três jogos suspensos na Colômbia devido a convulsão social

·3 minuto de leitura
Milhares de cidadãos colombianos entram em confronto com a polícia durante uma manifestação contra a reforma tributária proposta pelo presidente da Colômbia, Iván Duque, em Bogotá, no dia 28 de abril de 2021

Três jogos que seriam disputados esta semana na Colômbia pelas copas Libertadores e Sul-Americana foram transferidos para o Paraguai, em meio à convulsão social que ocorre naquele país, informou a Conmebol nesta terça-feira.

As partidas Independiente Santa Fe-River Plate e Atlético Nacional-Argentinos Juniors, ambas pela Libertadores, e La Equidad-Lanús, pela Sul-Americana, serão disputadas nesta quinta-feira em Assunção, informou a entidade em um comunicado.

"A falta de garantias devido a problemas sociais" forçou a retirada dos jogos da Colômbia, disse o La Equidad em comunicado. Atlético Nacional e Santa Fe ainda não se pronunciaram.

No momento, as partidas entre Junior Barranquilla e Fluminense pela Libertadores, e Tolima contra o equatoriano Emelec pela Sul-Americana, permanecem em suas respectivas sedes iniciais: Barranquilla (norte) e Ibagué (oeste).

Na Colômbia, intensos protestos sociais ocorrem há quase uma semana contra o governo do presidente Iván Duque, deixando cerca de vinte mortos, centenas de feridos e pelo menos 89 desaparecidos.

O futebol não escapa da eclosão social, faltando 40 dias para o país receber a Copa América-2021, que organizará junto com a Argentina.

- Caos e desabastecimento -

Na tarde desta terça-feira houve bloqueios nas principais estradas do centro e sudoeste do país, e as manifestações persistem em Bogotá e Cali, onde as autoridades acusam desabastecimento de combustível e militares patrulham as ruas.

No fim de semana, manifestações na cidade de Palmira (sudoeste) impediram o Tolima de jogar o jogo de volta das quartas de final do torneio local contra o Deportivo Cali.

E a cidade da Armenia, onde o duelo entre Santa Fé e River estava marcado pela terceira rodada do Grupo D, se negou na segunda-feira a receber uma partida da segunda divisão, alegando motivos de ordem pública.

Medellín (noroeste) e Pereira (oeste), onde Atlético Nacional e La Equidad vinham disputando suas partidas continentais, também foram palco de protestos massivos.

Cali, sede do duelo entre América e Atlético Mineiro pela Libertadores do dia 13 de maio, está militarizada e é o epicentro da violência.

Em meio às manifestações e tumultos que se seguiram, a ONU, a União Europeia e os Estados Unidos denunciaram o uso desproporcional da força por parte da polícia.

Embora o governo tenha retirado de pauta a reforma tributária que precipitou as manifestações, os protestos persistem e seus organizadores fizeram novas reivindicações, como a "desmilitarização" das cidades e o "desmantelamento" da tropa de choque.

Segundo o governo, a força pública é vítima de agressões orquestradas por grupos armados que operam no país após mais de meio século de conflito interno. A assinatura do acordo de paz com a guerrilha das Farc em 2016 não parou a violência.

Além dos protestos, o país enfrenta um terceiro pico da pandemia que obrigou Santa Fe e La Equidad a buscarem sedes fora de Bogotá, onde mandam seus jogos.

Desde o dia 6 de março de 2020, a Colômbia registra mais de 2,9 milhões de infecções por covid-19 e 75.627 mortes.

O governo argentino tem dúvidas sobre a conveniência de realizar o torneio em meio à pandemia, que também está se agravando no país. Porém, Colômbia e Conmebol insistem em seguir em frente com a competição.

bur-ol-jss/dl/cl/aam